#ESpedesocorro: Por que monitorar todas as mídias é indispensável

 

Navegar é preciso. Monitorar também. Mas se prender a apenas um meio de comunicação não adianta, e as redes sociais jamais devem ser esquecidas. Entenda o porquê com o caso da greve de PMs do Espírito Santo.

 

Uma crise de segurança pública começava repentinamente; os crimes aumentavam a cada momento. A população queria mais informações sobre o que estava acontecendo, mas nada saia nos grandes meios de comunicação. Já nas redes sociais, foi o oposto.

Quando a greve dos policiais militares do Espírito Santo começou, no dia 4 de fevereiro, apenas duas notícias sobre o assunto foram postadas, segundo o TWIST Discover, a plataforma de monitoramento de dados da TWIST. No dia seguinte, quatro foram as publicações. Mas, nenhuma acompanhava os fatos na mesma velocidade das redes sociais.

No Twitter, por exemplo, as pessoas comentavam o que estava acontecendo aonde estavam. Alertas e denúncias evitaram que mais vítimas da extrema onda de violência surgissem. Um aspecto negativo sobre isto era a ausência da apuração dos dados, o que colaborou com o comparecimento das chamadas “Fake News”. Entretanto, em muitos casos, os próprios usuários das mídias desmentiam informações não-verídicas.

 

O Despertar da Força

No Twitter, no dia 5 de fevereiro, as principais hashtags ligadas à paralisação nasciam. Graças a elas, o mundo saberia o que estava acontecendo nas terras capixabas. Provavelmente quem as criou não imagina o impacto que elas tiveram. A #ESpedesocorro, por exemplo, foi usada por centenas de usuários espalhados em 12 países e teve mais de 5.800.000 impressões, de acordo com o TWIST Now. Seu criador, um morador do município de Cariacica (ES), tinha apenas 86 seguidores. Ele recebeu apenas uma curtida no tuíte e um compartilhamento na publicação, mas isto foi o suficiente para que outros incorporassem a hashtag.

 

O fim do silêncio

No terceiro dia de caos, 6 de fevereiro, vazou o flagrante de uma ex-candidata a deputada do PMDB, Marcela Ranocchia, furtando uma loja no município de Cachoeiro de Itapemirim (ES); tropas do exército foram enviadas para o Estado e a polícia civil alertou que faria uma paralisação. O uso das hashtags cresceu exponencialmente, alcançando o ranking internacional de assuntos mais comentados, assim como as críticas ao silêncio da mídia brasileira.

Com isso, conforme identificado pela plataforma da TWIST, os portais jornalísticos começaram a falar mais sobre o que estava acontecendo no Espírito Santo. Trinta e cinco foi o total de notícias postadas na data. Boa parte das notícias dos portais foi feita a partir do que se espalhava nas mídias sociais. O caso da ex-candidata do PMDB, cuja foto foi publicada nas redes, foi um exemplo.

 

 

O dia depois de amanhã

Nos dias seguintes, o número de notícias online sobre a greve dos PMs capixabas aumentou cerca de 178%.  De acordo com o TWIST Discover, o ápice foi entre 8, 9 e 10 de fevereiro. A média de postagens foi de 66,5 por dia. A partir do dia 11 de fevereiro, a soma das publicações começou a declinar em torno de 40% ao dia. As hashtags também saíram do Trend Topics do Twitter, mas ainda são usadas e contrapõem muito do que é dito pela grande mídia.

 


 

Os sites que mais falaram sobre o caos no Espírito Santo foram:

 

 

A lição

Apesar do papel fundamental, os jornais nem sempre dão conta de reportar tudo o que está acontecendo quando todos devem saber. Se não fossem as manifestações nas redes, quiçá o ocorrido no Espírito Santo ficasse oculto, assim como muitos outros fatos em diversos lugares ficam. Caso precise se manter informado e atualizado, acompanhar as mídias sociais é indispensável.  Obviamente, isto não diminui a importância de observar outros meios de comunicação. As plataformas não se anulam, mas convergem.

Para facilitar o trabalho de vigiar o que anda sendo dito na web, a TWIST disponibiliza plataformas inteligentes de monitoramento de dados, que integram informações online de sites e redes sociais.

Fale conosco para saber mais sobre como elas podem te ajudar.

Não acompanhou o que está acontecendo no Espírito Santo? Clique aqui.

 

 



 

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