Veja como foi a visita virtual ao ATLAS na COPPE

Acompanhe de perto o tour no maior detector de partículas do mundo no CERN e descubra qual a relação dele com a TWIST

Pela primeira vez, o público em geral pôde visitar virtualmente e em tempo real o ATLAS, o maior detector de partículas do mundo, criado pelo CERN e conhecido por ter ajudado a confirmar a existência do Bóson de Higgs - também chamado de  “Partícula de Deus”.

 A ocasião aconteceu no auditório da COPPE/UFRJ, no dia 22 de junho. Dezenas de pessoas se reuniram no local interessadas em saber um pouco mais sobre a aplicação do experimento, que busca trazer respostas sobre a origem do universo através da colisão de prótons.

No Brasil, a apresentação sobre o que é o detector de partículas ficou por conta do Professor José Manoel Seixas, que é um dos coordenadores da equipe brasileira do ATLAS. Segundo ele,  a lógica da pesquisa é como a curiosidade de crianças sobre a composição de um brinquedo, o qual elas quebram para descobrir o que há dentro.

“A ideia é que, após uma colisão entre prótons, os físicos reconstruam os elementos que foram produzidos nesse processo. Assim, é possível entender o que está dentro do próton”, esclareceu o cientista.

 

Veja como funciona a colisão de prótons:

Já diretamente do CERN, entre a França e a Suíça, o pesquisador Denis Damásio mostrou a sala na qual se acompanha o choque entre os cátions de Hidrogênio, além de falar mais detalhadamente sobre o estudo e a experiência de trabalhar lá:

“O CERN é realmente uma fauna, há gente de todas as profissões aqui. Até mesmo cientistas sociais, que estudam a estrutura da organização; artistas, que contribuem com o preparo de imagens mais amigáveis e informativas; e professores que trabalham com divulgação científica”, explica Damásio, em resposta a um estudante interessado em trabalhar no CERN.

 

CERN une integrantes da TWIST

“O Higgs é uma partícula raríssima de se achar. Num período de aquisição de 15 horas, encontra-se em torno de 30 a 40 Higgs, talvez menos”, comenta Damásio, ainda na palestra. E não é apenas o Bóson de Higgs que os cientistas tentam localizar; ainda há outras partículas desconhecidas.

A questão é que a busca gera uma quantidade muito grande de dados. Tanto que, em 2013, o CERN divulgou que o seu Centro de Dados ultrapassou a casa dos 100 petabytes num espaço de 20 anos. O número equivale a 100 milhões de gigabytes, ou, ainda, a 700 anos de filmes em full HD.

Para lidar com tanta informação, profissionais de vários países recebem a missão de desenvolver sistemas para colaborar com as atividades do centro de pesquisa. Entre eles, estavam Laura Morais, Fernando Ferreira, Luiz Évora e Felipe Grael -  que, hoje em dia, são os sócios da TWIST. O grupo foi escalado, a partir de 2005, num projeto de colaboração entre a UFRJ e o CERN para desenvolver sistemas de integração relacionados ao experimento ATLAS.

 "A nossa experiência no CERN foi fundamental para a construção dos conceitos tecnológicos que serviram como base para o desenvolvimento das soluções TWIST. Além disso, tivemos a chance de testá-la e aplicá-la em um ambiente de alta complexidade”, explica Évora.

 Atualmente, a empresa conta em seu portfólio com três sistemas principais, o TWIST Discover, o TWIST Players e o TWIST Now. Além de integrar dados, as plataformas utilizam Inteligência Computacional para fornecer informações relevantes. Caso queira saber mais sobre eles, clique aqui.

 

Veja como foi a visita

 Para aqueles que não puderam comparecer à visitação do ATLAS, uma boa notícia: a COPPE/UFRJ disponibilizou a gravação em sua página do Facebook . Veja.

 

Caso tenha interesse em saber mais sobre o projeto ATLAS, acompanhe através do site https://home.cern/about/experiments/atlas .

Se inscreva na nossa newsletter