Conheça a demografia das mídias sociais [2017]

Em um país, os dados coletados em um estudo demográfico são importantes na elaboração de estratégias. O mesmo se dá com as mídias sociais - afinal, campanhas bem embasadas tendem a ser mais eficazes. Ao saber quem são os seus seguidores, fica mais fácil produzir conteúdos que atendam às suas expectativas e necessidades.

A maior parte das plataformas permite acompanhar estatísticas relacionadas à sua própria conta, e isso é ótimo para quem já está em contato com o público-alvo desejado. No entanto, não é o caso de todos. Para quem tenta descobrir em qual plataforma vale mais a pena investir, por exemplo, ler pesquisas demográficas prévias pode ser fundamental.

Recentemente, a Sprout Social fez uma publicação entitulada “Social Media Demographics to Inform a Better Segmentation Strategy”, que mostra os principais dados sobre as mídias sociais mais usadas. De lá, conseguimos coletar algumas informações relevantes.

Em quais mídias sociais estão os internautas?

Segundo a matéria, a maior parte dos adultos prefere o Facebook - que, sozinho, acumula quase 80% dos usuários dessa faixa etária online, com pelo menos 1,15 bilhões deles. Em dados percentuais:

 

  • 79% dos usuários adultos usam o Facebook;

  • 32%, o Instagram;

  • 31%, o Pinterest;

  • 29%, o Linkedin;

  • 29%, aplicativos de mensagens;

  • 24%, aplicativos auto-deletam publicações;

  • 5%, aplicativos anônimos.

 

Não é surpreendente que a rede seja uma das favoritas para o alcance de novas audiências. Mas quantidade nem sempre é qualidade, e observar a frequência com que as pessoas usam as mídias sociais também é uma informação muito importante. Ainda assim, é bom lembrar que cada mídia tem seu diferencial e um jeito próprio de atingir o público.

E quem são os usuários do…

 

Facebook

Os países que mais têm usuários no Facebook são os Estados Unidos (12% da rede), Índia (10%), Brasil (7%), Indonésia (5%) e México (4%).

A maior concentração na rede é de universitários. Pelo menos 82% dos usuários que têm alguma experiência no universo acadêmico está no Facebook. Apesar de ligeiramente menor, a presença de quem estudou até o ensino médio também é alta (77%).

Na segmentação por gênero, as mulheres seguem na frente dos homens. O números indicam que 83% delas têm uma conta na plataforma, contra 73% deles. Isso não impede, contudo, de os homens serem maioria em alguns países, como é o caso do Brasil.

Já em relação à faixa etária, a utilização do Facebook é dividida da seguinte forma:

  • 88% das pessoas que têm entre 18 e 29 anos possuem um perfil;

  • 84% das pessoas entre 30 e 49 anos;

  • 72% dos que tem de 50 a 64 anos;

  • 62% da população maior de 65 anos.

Existem pessoas das mais diversas classes sociais no Facebook, o que representa uma ótima oportunidade para dialogar com quase qualquer público. Entre as pessoas que participam das mídias sociais, 84% das que usam o Facebook recebem menos de 30 mil dólares por ano. Do mesmo modo, há uma grande quantidade daqueles que recebem entre 30 e 50 mil dólares (77%), dos que recebem entre 50 e 75 mil dólares (77%) e dos que faturam mais de 75 mil dólares.

 

Instagram

Em 2016, dentro de apenas 6 meses, o Instagram cresceu em 100 milhões de usuários, fazendo com que ele atingisse a marca total de 600 milhões. De maneira análoga, a inserção de anúncios na plataforma a tornou mais atraente para empresas.

Apesar de ser um meio majoritariamente ocupado por jovens (58% dos usuários das redes entre 18 e 29 anos usam o Instagram), pessoas mais velhas estão começando a despertar interesse pela plataforma, ainda que timidamente. Pelo menos 33% dos que têm entre 30 e 49 anos e que usam as mídias sociais, por exemplo, são ativos na rede.

Ainda que estejam em minoria, é importante mencionar que 18% dos usuários das redes entre 50 e 64 anos têm conta no Instagram. Já entre maiores de 65 anos, o número cai para apenas 8%.

O gênero dominante no site de compartilhamento de fotos é o feminino. Elas representam 38% do número dos usuários online nele, contra 28% de homens.

Os usuários rurais estão em ascensão na plataforma. A quantidade entre os que tem redes sociais é de 31%, porção bem próxima dos 39% localizados nas áreas urbanas. A quantidade de suburbanos também está aumentando, mas ainda são os que menos usam a mídia, com seus 28% de usuários ativos.

Sobre a renda dos usuários, um fato curioso: ao mesmo tempo em que o Instagram reúne 38% dos adultos que recebem menos de 30 mil dólares por ano, ela abriga, quase na mesma proporção, 37% dos que recebem mais de 75 mil dólares no mesmo período analisado. Já os que recebem de 30 mil a 50 mil dólares são 32% dos usuários das mídias sociais, assim como os que ganham entre 50 e 75 mil dólares.

 

Twitter

 

O Twitter pode ser usado de diversas maneiras, sendo um meio para formar conexões profissionais, até um lugar em que se reúnem notícias sobre celebridades. Além disso, é cada vez maior o número de empresas que usam o meio como um canal de atendimento ao cliente.

Para quem precisa dialogar com um público de maior renda, usar a plataforma pode ser interessante. Das pessoas que têm mídias sociais, 30% das que recebem mais de 75 mil dólares por ano estão no Twitter, bem como 28% dos que recebem entre 50 e 75 mil dólares. Entre os que recebem menos de 50 mil, o número de usuários cai.

A maior parte dos usuários do Twitter se concentra fora dos EUA (79%), e 26% dos adultos conectados que usam a rede social vive em áreas urbanas. Enquanto isso, os que vivem em zonas suburbanas e rurais representam 24% cada.

Quanto ao gênero, a mídia parece despertar a atenção de homens e mulheres de forma equivalente. Cerca de 25% das mulheres online usam o Twitter, tal qual 24% dos homens.

Nesse meio, os mais jovens marcam presença: 36% dos que têm entre 18 e 29 anos utilizam a plataforma. Entre pessoas mais velhas, a quantidade de usuários que se interessam pelo Twitter diminui, de forma que apenas 10% dos mais de 65 anos utilizam a rede social.

Quanto aos estudos, há a tendência de que usuários mais escolarizados se interessem pela mídia. 29% dos adultos que se formaram na faculdade utilizam o Twitter, e 25% tem alguma experiência com a academia. Entre os adultos que estudaram até o Ensino Médio ou menos, o interesse cai para 20%.

 

LinkedIn

A maior rede social para profissionais do mundo reúne mais de 467 milhões de membros registrados, e os brasileiros têm a terceira maior presença na plataforma, que, geograficamente, se divide em:

  • EUA : mais de 133 milhões de usuários;

  • India: mais de 39 milhões de usuários;

  • Brasil: mais 25 milhões de usuários;

  • China: mais de 26 milhões de usuários;

  • Reino Unido: mais de 21 milhões de usuários.

Desse número, 34% dos ativos nas redes vivem em zonas urbanas e 30% são suburbanos. Nas áreas rurais, o interesse pelo Linkedin é de apenas 18%.

Pelo menos metade dos que já concluiram o nível superior e usam mídias sociais está no Linkedin, contra 27% dos que o iniciaram, mas não concluíram. Entre as pessoas com menor escolaridade, o interesse é de apenas 12%.

A concentração de pessoas mais escolarizadas possivelmente justifica o fato de os usuários terem as maiores rendas. Pelo menos 45% dos adultos que usam o LinkedIn recebem mais de 75 mil dólares por ano, e 32% recebem entre 50 e 75 mil dólares.

Muitos acreditam que a mídia social abrigaria pessoas de idades mais avançadas. No entanto, a maior fatia dos usuários (34%) tem entre 18 e 29 anos. Ainda assim, em comparação a outras plataformas, ela atrai usuários mais velhos: 33% dos que têm entre 30 e 49 anos estão nela, contra 24% dos que têm entre 50 e 64 anos e 20% dos que estão acima dos 65 anos de idade.

Sobre o gênero, 31% dos homens online usam o LinkedIn, enquanto as mulheres são 27% lá.

A plataforma é mais popular entre os que estão empregados. Enquanto 35% dos usuários de mídias sociais adultos que estão na rede têm um emprego, 17% está desempregado.

 

Pinterest

A plataforma conta com um grande apelo visual, o que não é ainda percebido por muitas empresas - em especial, aquelas que têm as mulheres como o principal alvo. Dos usuários das mídias sociais, 45% dos que são do sexo feminino usam o Pinterest, contra apenas 17% do sexo masculino.

Entre seus usuários adultos, 36% tem entre 18 e 29 anos. Apesar de o interesse pela plataforma ser maior nesse grupo etário, é possível observar o crescimento de pessoas mais velhas nesse meio. Atualmente:

  • 34% dos usuários de idade entre 30 e 49 anos usam o Pinterest;

  • 28% daqueles entre 50 e 64 anos;

  • 16% daqueles que têm mais de 65.

Desse público, a maior parte vive em subúrbios (34%) e regiões urbanas (30%). Ainda assim, a presença de moradores de zonas rurais é próxima de quem moram em outras zonas, de modo que 25% dos usuários adultos online dessas áreas têm uma conta no Pinterest.

Boa parte do conteúdo divulgado nesta rede segue o perfil “DiY” (“Do it Yourself” - em tradução livre, "faça você mesmo"), o que pode estar ligado à utilização de pessoas que possuem uma renda menor e buscam complementá-la. Entretanto, os dados mostram que os usuários de Pinterest são mais propensos a ter maior renda:

  • 35% dos adultos que recebem mais de 75 mil dólares por ano usam o Pinterest;

  • 32% dos adultos que recebem entre 30 e 50 mil dólares por ano usam o Pinterest;

  • 31% dos adultos que recebem entre 50 e 75 mil dólares por ano usam o Pinterest;

  • 30% dos adultos que recebem menos de 30 mil dólares por ano usam o Pinterest.

Já em relação à escolaridade dos usuários, entre graduandos e graduados online, o interesse é o mesmo: 34% de cada têm interesse pelo Pinterest. Já entre quem tem o ensino médio ou abaixo, 22% têm uma conta na mídia.

Aplicativos de mensagem

Aplicativos como WhatsaApp, Kik e Telegram são alguns exemplos de aplicativos de mensagem. Diferente do que é observado em outras mídias sociais, a troca de informações acontece de um usuário para o outro ou entre pequenos grupos, ou, no máximo, em um ambiente online privado. Apesar disso, é possível fazer divulgações, mesmo com as diferenças de dinâmica.

As gerações mais novas rapidamente incorporaram a tecnologia em seu cotidiano, mas pessoas outros grupos etários não ficam muito para trás. Em números:

  • 42% dos usuários de 18 a 29 anos usam aplicativos de mensagens;

  • 29% dos usuários de 30 a 49 anos usam aplicativos de mensagens;

  • 19% dos usuários de mais de 50 anos de idade usam aplicativos de mensagens.

Os homens são os que mais usam as plataformas: da população online, 27% das mulheres usam aplicativos de mensagem, contra 31% de indivíduos do sexo masculino.

A demografia a respeito da escolaridade mostra que 33% dos que já se formaram no ensino superior têm contas nos aplicativos, assim como 25% dos que tiveram alguma experiência com o meio acadêmico. Enquanto isso, 28% dos adultos online que estudaram até o ensino médio estão na rede social.

 

Aplicativos que auto-deletam publicações

Os exemplos mais famosos de aplicativos do gênero são o Snapchat, Wickr e a funcionalidade Stories presente no Instagram. O grande diferencial deles é que todas as publicações feitas se apagam em 24 horas. Jovens com menos de 30 anos são os que mais usam esses aplicativos (56%), enquanto para os mais velhos foi o oposto. Apenas 13% dos que têm entre 30 e 49 anos fazem parte dessa rede, e o número é ainda menor para que tem mais de 50 anos: o interesse é de apenas 9% da população online dessa faixa etária.

Tais aplicativos são utilizados de maneira parecida por homens (24%) e por mulheres (23%).

A maioria dos usuários são universitários (27%), seguidos por adultos que têm o ensino médio ou abaixo (24%). Pessoas já formadas na faculdade também têm interesse no aplicativo, mas apenas 21% dos que usam as mídias sociais utiliza algum desses aplicativos.

Como muitos são jovens adultos, não é surpreendente que a renda anual da maioria (27%) seja inferior a 50 mil dólares. No entanto, o número de pessoas que recebe acima desse valor não é tão baixo: 22% usam os aplicativos de exclusão automática.

 

Aplicativos anônimos

As plataformas anônimas são aquelas que permitem que pessoas conversem em grupo sem serem identificadas, como o Yik Yak e Whisper. São relativamente recentes e menos conhecidas, tanto no Brasil como em outros países. Como ainda estão em estágio inicial, há menos dados disponíveis do que em outras. No entanto, alguns deles podem ser úteis para começar a traçar uma persona média da nova mídia social.

Dos usuários que usam as redes sociais e têm entre 18 e 29 anos, os aplicativos anônimos estão presentes na vida de 10% dos usuários jovens. Já para pessoas entre 30 e 49 anos, o número cai para 6%, e, entre os maiores de 50 anos, o número despenca para menos de 1%.

O aplicativo é mais usado entre mulheres (7%) e universitários (8%). Entre homens, apenas 5% dos que usam as redes participam dele, e, analisando outros níveis de escolaridade, ele acaba sendo usado por menos de 5% de cada grupo.

Os dados de renda em aplicativos anônimos são quase iguais. Os rendimentos mais elevados não passam dos 50 mil dólares anuais.

 

Mas, para quem deseja ir além de uma mera estratégia online bem definida, entendendo seu consumidor de maneira mais aprofundada, as ferramentas da Data Science são extremamente úteis. Fale com a Twist e saiba como podemos auxiliar.

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