Conheça a atual demografia das mídias sociais

Em um país, os dados coletados num estudo demográfico são importantes para a criação de estratégias. O mesmo se dá com as mídias sociais, afinal, campanhas bem embasadas tendem a ser mais eficazes. Ao saber quem são os seus seguidores, fica mais fácil produzir conteúdos que atendam às expectativas e necessidades deles.

A maior parte das plataformas permite acompanhar estatísticas relacionadas a sua própria conta, e isso é ótimo para quem já está em contato com o público-alvo desejado. No entanto, não é o caso de todos. Para quem tentando descobrir em qual plataforma vale mais a pena investir, por exemplo, ler pesquisas demográficas prévias pode ser fundamental.

Recentemente, a Sprout Social fez uma publicação entitulada “Social Media Demographics to Inform a Better Segmentation Strategy”, que mostra os principais dados sobre as mídias sociais mais usadas. Algumas informações relevantes são:

 

Em quais mídias sociais estão os internautas?

Segundo a matéria, a maior parte dos adultos prefere o Facebook - que, sozinho, representa quase quatro quintos dos usuários adultos online, com pelo menos 1,15 bilhões de usuários. Em dados percentuais, e entre os que estão nas redes sociais:

 

  • 79% dos adultos usam o Facebook

  • 32% dos adultos usam o Instagram

  • 31% dos adultos usam o Pinterest

  • 29% dos adultos usam o Linkedin

  • 29% dos adultos usam aplicativos de mensagens

  • 24% dos adultos usam aplicativos auto-deletam publicações

  • 5% dos adultos usam aplicativos anônimos

 

Não é surpreendente que a rede seja uma das favoritas para se alcançar novas audiências. Mas, quantidade nem sempre é qualidade, e observar a frequência que as pessoas usam as mídias sociais também é uma informação muito importante.

O número de usuários online diariamente é de 76% dos adultos no Facebook, contra 51% no Instagram, 42% no Twitter, 25% no Pinterest e 18% no Linkedin. Ainda assim, é bom lembrar que cada mídia tem seu diferencial e um jeito próprio de atingir o público.


 

E quem são os usuários do…

 

Facebook

 

- Os países que mais têm usuários no Facebook são os Estados Unidos (12%), Índia (10%), Brasil (7%), Indonésia (5%) e México (4%).

- A maior penetração na rede é de universitários. Pelo menos 82% dos que têm alguma experiência no universo acadêmico está no Facebook, assim como 79% das pessoas que já se formaram no Nível Superior. Apesar de um pouco menor, a presença de quem estudou até o Ensino Médio é alta (77%).

- Sobre gênero, as mulheres seguem na frente dos homens. O números indicam que 83% delas têm uma conta na plataforma, contra 73% deles. Mas, esse é um número geral. Em alguns países, como o Brasil, os homens são maioria.

- Já em relação à faixa etária,o Facebook é usado por:  

 

  • 88% das pessoas que têm entre 18 e 29 anos

  • 84% das pessoas entre 30 e 49 anos

  • 72% dos que tem de 50 a 64 anos

  • 62% da população maior de 65 anos

 

- Existem pessoas das mais diversas classes sociais no Facebook, o que representa uma ótima oportunidade para dialogar com quase qualquer público. Entre as pessoas que participam das mídias sociais, 84% das que usam o Facebook recebem menos de 30 mil dólares por ano. Do mesmo modo, há uma grande quantidade daqueles que recebem entre 30 e 49,999 mil dólares (77%), dos que recebem entre 50 e 74,999 mil dólares (77%) e dos que faturam mais de 75 mil dólares.

 

 

 

Instagram

 

- Em 2016, dentro de apenas 6 meses, o Instagram cresceu em 100 milhões de usuários. Atualmente, a mídia social reúne pelo menos 600 milhões. A inserção de anúncios na plataforma tornou-a muito atraente para empresas.

- Apesar de ser um meio majoritariamente ocupado por jovens (58% dos usuários das redes entre 18 e 29 anos usam o Instagram), pessoas mais velhas estão começando a despertar interesse pela plataforma, ainda que timidamente. Pelo menos 33% dos que têm entre 30 e 49 anos e que usam as mídias sociais, por exemplo, são ativos na rede.

- Ainda que estejam em  minoria, é importante mencionar que 18% dos usuários das redes entre 50 e 64 anos têm conta no Instagram. Já entre maiores de 65 anos, o número cai para apenas 8%.

- O gênero dominante no site de compartilhamento de fotos é o feminino. Elas são 38%  do número de usuárias da Internet na mídia social, contra 28% de homens.

- Os usuários rurais estão em ascensão na plataforma. A quantidade entre os que tem redes sociais é de 31%; bem próximo dos 39% que são de áreas urbanas. A quantidade de suburbanos também está aumentando, mas ainda são os que menos usam a mídia, com seus 28% de usuários ativos.

- Se antes poucas pessoas com alguma experiência universitária se interessava pelo Instagram, agora, mudou: 37% dos adultos ativos na internet e com algum contato com o nível tem uma conta no Instagram. Além disso, 33% dos adultos que já se formaram na faculdade também fazem parte dessa rede. Já entre as pessoas que estudaram até o Ensino Médio, o número cai para 27%.

- Sobre a renda, uma fato curioso: ao mesmo tempo em que o Instagram reúne 38% dos adultos que recebem menos de 30 mil dólares por ano, ela abriga, quase na mesma proporção, 37% dos que recebem mais de 75 mil dólares no mesmo período. Já os que recebem de 30.000 a 49.999 dólares, concentram 32% dos usuários das mídias sociais, assim como os que ganham de 50.000 a 74.999 dólares.

 

Twitter

 

- O Twitter pode ser potencialmente usado de diversas maneiras, indo de um meio para formar conexões profissionais até um lugar para ler notícias sobre celebridades. Além disso, é cada vez maior o número de empresas que usam o meio como um canal de atendimento ao cliente.

- Para quem precisa dialogar com um público de maior renda, usar a plataforma pode ser interessante. Das pessoas que têm mídias sociais, 30% das que recebem mais de 75 mil dólares por ano estão no Twitter; assim como 28% dos que recebem entre 50 e 75 mil dólares. Entre os que recebem menos de 50 mil, o número de usuários é significativamente menor.

- A maior parte dos usuários do Twitter se concentra fora dos EUA (79%), e 26% dos adultos conectados que usam a rede social vive em áreas urbanas. Enquanto isso, os que vivem em zonas suburbanas e rurais representam 24%, cada.

- Quanto ao gênero, a mídia parece despertar a atenção de homens e mulheres de forma equivalente. Cerca de 25% das pessoas online do sexo feminino usam o Twitter, assim como 24% do sexo masculino.

- Nesse meio, os mais jovens marcam presença: 36% dos que têm entre 18 e 29 anos utilizam a plataforma. Entre pessoas mais velhas, a quantidade de usuários que se interessam pelo Twitter vai entrando em queda, e apenas 10% dos mais de 65 anos utilizam a rede social.

- Quanto aos estudos, há a tendência de que usuários mais escolarizados se interessem pela mídia. 29% dos adultos que se formaram na faculdade utilizam o Twitter, e 25% tem alguma experiência com a academia. Entre os adultos que estudaram até o Ensino Médio ou menos, o interesse cai para 20%.

 

 

 

Linkedin

- A maior rede social para profissionais do mundo reúne mais de 467 milhões de membros registrados, e os brasileiros têm a terceira maior presença na plataforma:

 

  • EUA : + 133 milhões de usuários

  • India: + 39 milhões de usuários

  • Brasil:+ 25 milhões de usuários

  • China: + 26 milhões de usuários

  • Reino Unido: + 21 milhões de usuários

 

- Desse número, 34% dos ativos nas redes vivem em zonas urbanas e 30% são suburbanos. Nas áreas rurais, o interesse pelo Linkedin é de apenas 18%.

- Pelo menos metade (50%) de quem já concluiu alguma faculdade e usa mídias sociais está no Linkedin, assim como 27% tem alguma experiência universitária. Entre as pessoas com menor escolaridade, o interesse é de apenas 12%.

- A concentração de pessoas mais escolarizadas possivelmente justifica o fato dos usuários terem as maiores rendas. Pelo menos 45% dos adultos que usam o Linkedin recebem mais de 75 mil dólares por ano, e 32% recebem entre 50 e 75 mil dólares.

- Muitos acreditam que a mídia social abrigaria uma população com idades mais avançadas, no entanto, a maior parte dos usuários (34%) tem entre 18 e 29 anos. Ainda assim, em comparação a outras plataformas, ela atrai usuários mais velhos: 33% dos que tem entre 30 e 49 anos estão no Linkedin, assim como 24% dos que tem entre 50 e 64 anos e 20% dos que estão acima dos 65 anos de idade.

- Sobre o gênero, 31% dos homens online usam o Linkedin, enquanto as mulheres são 27% lá.

- A plataforma é mais popular entre pessoas que estão empregadas. Enquanto 35% dos usuários de mídias sociais adultos que estão na rede tem um emprego, 17% está desempregado.

 

Pinterest

 

- A plataforma conta com um grande apelo visual, e muitas empresas ainda subutilizam o seu potencial. Especialmente aquelas que têm o público feminino como o principal alvo. Dos usuários das mídias sociais, 45% dos que são do sexo feminino usam o Pinterest, contra apenas 17% do sexo masculino.

- Entre adultos online, 36% tem entre 18 e 29 anos. Apesar do interesse pela plataforma ser maior nesse grupo etário, é possível observar o crescimento de pessoas mais velhas nesse meio. Atualmente:

 

  • 34% dos 30-49 anos usam Pinterest.

  • 28% dos 50-64 anos usam Pinterest.

  • 16% dos 65+ anos usam Pinterest.

 

- Desse público, a maior parte vive em subúrbios (34%) e regiões urbanas (30%). Ainda assim, a presença de moradores de zonas rurais é próxima de quem moram em outras zonas: 25% dos usuários adultos online dessas áreas tem uma conta no Pinterest.

- Boa parte dos conteúdos divulgados nesta rede seguem o perfil “DiY” (“Do it Yourself” ou, em português, faça você mesmo), o que poderia ser relacionado com pessoas que com uma renda mais baixa e que buscam complementá-la. Entretanto, os dados mostram que os usuários de Pinterest são mais propensos a ter renda disponível:

 

  • 35% dos adultos com mais de US $ 75.000 usam Pinterest

  • 32% dos adultos que usam $ 30,000- $ 49,999 usam Pinterest

  • 31% dos adultos que usam $ 50,000- $ 74,999 usam Pinterest

  • 30% dos adultos que fazem menos de US $ 30.000 usam Pinterest

 

- Já em relação à escolaridade dos usuários, entre graduandos e graduados online, o interesse é o mesmo: 34% de cada tem interesse pelo Pinterest. Já entre quem tem o Ensino Médio ou menos, 22% tem uma conta na mídia.

 

Aplicativos de mensagem

- Aplicativos como Whatsapp, Kik e Telegram são alguns exemplos de aplicativos de mensagem. Diferente de outras mídias sociais, a troca de informação acontece de um usuário para o outro ou entre pequenos grupos, no máximo, em um ambiente online privado. Apesar disso, é possível fazer divulgações, apesar da dinâmica ser um tanto diferente de outras plataformas.

- As gerações mais novas rapidamente incorporaram a tecnologia em seu dia-a-dia, mas pessoas de outras faixas etárias também fazem uso dos aplicativos. Em números:
 

  • 42% dos usuários de 18 a 29 anos usam aplicativos de mensagens.

  • 29% dos 30-49 anos usam aplicativos de mensagens.

  • 19% dos 50 anos de idade usam aplicativos de mensagens.

 

- Os homens são os que mais usam as plataformas. Da população online, 27% das  mulheres usam aplicativos de mensagem, contra 31% de indivíduos do sexo masculino.

A demografia a respeito da escolaridade mostra que 33% dos que já se formaram na faculdade tem contas nos aplicativos, assim como 25% dos que tiveram alguma experiência com o meio acadêmico. Enquanto isso, 28% dos adultos conectados às redes que estudaram até o Ensino Médio estão na rede social.

 

 

 

Aplicativos que auto-deletam publicações

 

- Os exemplos mais famosos de aplicativos do gênero são o Snapchat, Wickr e o Instagram Stories. O grande diferencial deles é que todas as publicações feitas neles se apagam em 24 horas. Jovens com menos de 30 anos são os que mais usam esses aplicativos (56%), enquanto para os mais velhos foi o oposto. Apenas 13% dos que tem entre 30 e 49 anos fazem parte dessa rede; e o número é ainda menor para que tem mais de 50 anos: o interesse é de apenas 9% da população online dessa faixa etária.

- Tais apps são usados tanto por homens (24%), como por mulheres (23%) online, não havendo grande diferença de uso relacionada ao gênero.

- A maioria dos usuários são universitários (27%), seguidos por adultos que têm o Ensino Médio ou menos (24%). Pessoas já formadas na faculdade também tem interesse no aplicativo, mas apenas 21% dos que usam as mídias sociais usa algum desses aplicativos.

- Como muitos são jovens adultos, não é surpreendente que a renda anual da maioria (27%) seja inferior a 50 mil dólares. No entanto, o número de pessoas que recebe mais que esse valor não é tão baixo: 22% usam os aplicativos de exclusão automática.

 

 

Aplicativos anônimos

 

- Os plataformas anônimas são aquelas que permitem que pessoas conversem em grupo sem serem identificadas, como o Yik-Yak e Whisper. São relativamente recentes e menos conhecidas, tanto no Brasil como em outros países. Como ainda estão em estágio inicial, há menos dados disponíveis do que em outras. No entanto, alguns deles podem ser úteis para começar a traçar uma persona média da nova mídia social.

-Dos usuários que usam as redes sociais e têm entre 18 e 29 anos, os app anônimos estão presentes na vida de 10% dos jovens. Já para pessoas entre 30 e 49 anos, o número cai para 6; e, entre os maiores de 50 anos, o número despenca para menos de 1%.

- O app é mais usado entre mulheres (7%) e universitários (8%). Entre homens, apenas 5% dos que usam as redes participam e, entre outros níveis de escolaridade, é usado por menos de 5% de cada grupo.

- Os dados de renda em aplicativos anônimos são quase iguais. Os rendimentos mais elevados não passam dos US $ 50.000  anuais.

 

 

 

A partir dos dados demográficos das midias sociais, é possível começar a elaborar uma estratégia online. Mas, para quem deseja ir além na hora de entender melhor o consumidor e descobrir informações mais aprofundadas, as ferramentas da Data Science são extremamente úteis. Fale com a Twist e saiba como.

Se inscreva na nossa newsletter