7 grandes acontecimentos tecnológicos de 2017

 

Quando 2016 terminava, muitos diziam que 2017 seria melhor - ou pior. Se foi ou não é relativo, mas é fato que foi agitado nas mais diversas áreas. Reformas políticas, tensões diplomáticas, terrorismo e fake news foram assuntos muito falados, assim como Rock in Rio, 13 Reasons Why, Game Of Thrones e Star Wars.

No universo da ciência de dados, não poderia ser diferente. Fizemos, então, a seleção de alguns acontecimentos que consideramos marcantes nesse ano e que ainda devem dar o que falar no próximo. Confira agora a nossa lista:

 

  1. Robô recebe cidadania pela 1ª vez na História

Sophia é simpática, comunicativa e parece gostar de brincar de “pedra, papel e tesoura”. Nasceu em Hong Kong (China) e completa 3 anos em abril de 2018, mas está longe de parecer uma criança. Na verdade, ela é uma robô, dotada de inteligência artificial e capaz de reproduzir 62 expressões faciais. Em 2017, a ginóide (nome dado ao que tem forma feminina) entrou para a História ao receber a cidadania saudita. Em tese, Sophia agora tem direitos e deveres dentro do país, no entanto, não se sabe quais Leis se aplicariam à robô - afinal, ela poderia votar, casar e dirigir? Ela responderia às normas como homem, mulher ou alguém a parte disto?

Ainda veremos muitas discussões sobre o assunto nos próximos anos. Enquanto isso, confira o site da Robô Sophia e veja uma das entevistas mais famosas que ela deu:

 


 

  1. Criptomoedas passam a ser vendidas na Bolsa

Independente de bancos e países, as criptomoedas poderiam soar utópicas no começo do milênio.

Hoje, no entanto, elas existem e estão dando o que falar: nesse ano, grandes Bolsas de Valores anunciaram a venda de mercado futuro para os Bitcoins, a primeira moeda digital, lançada em 2009. Entre principais, estão a Nasdaq e a Bolsa de Chicago, que pertence ao CME Group, o maior conglomerado de negociações de derivativos do mundo.

O assunto tem dividido opiniões de especialistas do mundo inteiro. Alguns acreditam que a iniciativa formará “bolhas econômicas” e terá consequências imponderáveis, enquanto outros alegam que o fenômeno é uma demonstração do aumento da confiança na tecnologia. Há, também, quem especule que o Bitcoin valerá US$ 60 mil em 2018 - atualmente, seu preço gira em torno de US$ 10 mil. Veja a evolução do preço da moeda:

 

  1. AlphaGo supera a si mesma

O AlphaGo é um sistema de Inteligência Artificial que conquistou sua fama após ter superado campeões mundiais de Go, um jogo chinês milenar semelhante ao xadrez e muito difícil. O computador desenvolvido pela DeepMind, da Google, porém, foi além. Em 2017, a versão AlphaGo Zero superou a si mesma sem a interferência de pessoas e agora joga com uma capacidade sobre-humana. Num período de 70 horas, a máquina já tomava a melhor decisão entre 10171 possibilidades e elaborava sozinha novas estratégias.

Para fazer isso, o sistema conta com duas redes neurais artificiais, que tentam a) prever quem tem mais chances de ganhar o jogo e b) decidir o movimento seguinte. Em seguida, elas são combinadas com um algoritmo responsável por tomar decisões a partir de processos já realizados. Será que os campeões humanos Ke Jie, Fan Hui e Lee Sedol estarão prontos para desafiar a máquina novamente em 2018?

 

  1. Nvidia lança a GPU mais poderosa do mundo

Velocidade da memória de 1,7 Gbps, 6 clusters de processamento gráfico, 21,1 bilhões de transistores e 110 TFLOPS de processamento - a Titan V tem todas as características para ser a placa gráfica mais potente do mundo, com sua performance 30% maior que a geração anterior. Lançada pela Nvidia neste ano, ela foi feita para expandir os horizontes dos pesquisadores de Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina, e em 2018 possivelmente veremos a expansão de algumas tecnologias possibilitadas pela GPU. O preço, no entanto, não é convidativo: a placa está custando atualmente cerca de R$ 10 mil. Definitivamente, usá-la apenas para jogar não será a melhor forma de aproveitar o hardware.

 

 

  1. Chip que se aproxima do cérebro humano é revelado

A Intel anunciou estar trabalhando em protótipos de um chip de computação neuromórfica que, além de compacto, aprende sozinho e otimiza tarefas a partir do conhecimento que desenvolve. O Loihi, como é chamado, tem o potencial de ser 1 milhão de vezes mais rápido que outros sistemas de rede neural e o seu “treino” se baseia no uso de inclinação assíncrona. No lugar de seus "neurônios" alternarem entre sinais de 0 e 1, eles continuam a disparar quando os limites do sinal são alcançados. O grande objetivo é fazer com que os processos mais importantes sejam priorizados e as tarefas sejam realizadas de forma simultânea nas máquinas - assim como o nosso cérebro faz. Em 2018, o chip deve ser enviado a grandes universidades e centros de pesquisa para aprimorar estudos com inteligência artificial.

 

  1. CapsNets evoluem o reconhecimento de imagens

As Redes Neurais Convolutivas são muito úteis na hora de processar e analisar imagens digitais, mas, se houver alguma distorção ou rotação na figura, elas falham. As Capsules Networks  - ou apenas CapsNet, para os mais íntimos - chegaram para mudar isso. A técnica, publicada em novembro, é particularmente eficaz na hora de lidar com diferentes tipos de estímulos visuais e codificações, como poses, deformações, velocidades, texturas etc. Desenvolvida por Sara Sabour, Nicholas Frost e Geoffrey Hinton (um dos “pais da Deep Learning”), a novidade promete trazer grandes benefícios para os sistemas de reconhecimento facial e afins. Clique aqui e leia mais sobre o assunto.

 

 

  1. Deep Learning é usado para emular ciberameaças

Poucos meses após o vírus WannaCry invadir os computadores de instituições de 150 países, os cientistas lançaram um programa que, aliado à inteligência artificial, descobre senhas. O software, basicamente, gera saídas superficiais (como imagens) similares a exemplos reais (como fotografias). Ao mesmo tempo, outra rede tenta diferenciar o real de falso. Em seguida, os dados gerados são aliados e refinados, até que o programa se torne um falsificador habilidoso. Com isso, a nova técnica pode tanto ser usada para gerar senhas atraentes para ataques e ajudar a identificar brechas, como para ajudar usuários e empresas a otimizar suas senhas.


 

Ainda há muitos outros acontecimentos importantes no mundo do Data Science em 2017. Lembra de mais algum? Conta aqui para a gente!

E esse, então, foi o último post do ano aqui no Blog. Na próxima semana, tem mais. Aproveitamos o momento para te desejar um 2018 cheio de realizações!

Se inscreva na nossa newsletter