Trump na Casa Branca: o que a mídia mais disse em um ano

 

Entre polêmicas e intrigas, Donald John Trump assumiu a presidência de uma das nações mais influentes do mundo há um ano, no dia 20 de janeiro. Desde então, jornalistas de todos os lugares têm proferido seu nome diariamente e o Twist Discover tem monitorado as principais noticias em sites internacionais.      

Em 365 dias, o sistema coletou 20,5 mil textos publicados na língua inglesa em diferentes países. Os principais assuntos abordados pela imprensa envolviam bloqueios econômicos, a reforma da saúde e quebra de acordos climáticos – o que é refletido na nuvem de palavras através dos termos “trade” (comércio), “ban” (banir), “Gop” (Partido Republicano), “climate” (clima), “health” (saúde) e “tax” (imposto). A partir dela, também é possível ver que a China, a Coreia do Norte e a Rússia foram os países mais relacionados a Trump.

 

 

Aliás, a Coreia do Norte foi relevante o suficiente para estar no segundo tópico mais importante, perdendo apenas para a conflito israelo-palestino. Na plataforma, os tópicos são agrupamentos de notícias organizadas por afinidade e, a repeito de Trump, foram identificados 110.

 

Sobre o primeiro tópico, voltado à relação dos EUA com o Estado de Israel e a Palestina, o sistema descobriu que a pauta esteve presente principalmente nos meses de fevereiro, maio e dezembro de 2017. O jornal que mais se empenhou em tratar do assunto foi o catariano Al Jazeera, responsável por quase 30% das publicações sobre o tema.

Inicialmente, a comunidade internacional debatia novamente a criação de dois estados para solucionar o conflito entre palestinos e israelenses; as notícias mostravam que Trump contradizia a embaixadora americana Nikki Haley e afirmava que a Casa Branca não era a favor da proposta. Nesse contexto, é curioso notar que as menções ao sobrenome do primeiro-ministro israelense (“Netanyahu”) aparecem com mais frequência que o do presidente da palestina (“Abbas”).

No segundo mês, no entanto, a situação muda e o nome de Mahmoud Abbas se destaca entre as notícias. Isto porque em maio o representante recebeu uma visita de Donald Trump, assim como Benjamin Netanyahu. As publicações diziam que o objetivo era posicionar os EUA como um mediador no conflito entre os povos, que persiste desde 1948 e já provocou milhares de mortes - como a do adolescente palestino na véspera da visita do americano, que teve repercussão internacional.

As palavras “prisioneiros” (prisioners) e “fome” (hunger) também chamam atenção, e referem-se principalmente à greve de fome feita por prisioneiros palestinos, que durou seis semanas e teve a adesão de mais de 1000 pessoas.

A manifestação, que era contra a política israelense de detenções sem julgamentos e as más condições das prisões, aconteceu até às vésperas da chegada do presidente estadunidense a Israel. O assunto foi abordado quase que exclusivamente no quinto mês de 2017, majoritariamente pelo Al Jazeera.

 

Outro fato marcante foi que o político anunciou e suspendeu no mesmo mês a mudança da embaixada em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, o que tomou conta de pelo menos 51% das notícias do período dentro do tópico, especialmente no final de maio.

 

Em dezembro, o assunto ressurge quando o norte-americano mais uma vez anuncia a mudança e passa a reconhecer a cidade como capital do país. O Associated Press foi o site que mais se dedicou a falar sobre a decisão unilateral de Donald Trump, e publicou mais de 25% das notícias mais relevantes voltadas ao tema.

No segundo tópico, sobre a disputa nuclear com a Coreia do Norte, as personalidades mais relevantes além de Donald Trump eram King Jong-Un (o presidente norte-coreano) e Rex Tillerson (atual Secretário de Estado dos EUA). Outras entidades importantes além dos principais atores são a Coreia do Sul, a China e a Organização das Nações Unidas.


 

A rixa entre os países chamou a atenção da mídia ao longo de quase todo o ano, com destaque em agosto. O espaçamento entre as notícias se tornou menor a partir deste mês, quando a “guerra de palavras” entre Trump e Jong-Un se acentuou e as ameaças de um conflito real pareciam estar mais próximas de se realizarem.

A tensão entre os dois países já é antiga, vem desde o final da Segunda Guerra Mundial. Em uma rasa explicação, os atritos recentes se relacionam com o fato da Coreia do Norte realizar testes de mísseis e bombas nucleares. As notícias indicaram EUA pressionaram a comunidade internacional e sancionaram bloqueios econômicos contra os norte-coreanos (que inclusive aparentam nesse momento ter perdido o apoio da China e da Rússia). O líder coreano então ameaçou o território estadunidense de Guam e, no final do mês de agosto, disparou um míssil  que sobrevoou pelo território japonês (aliado dos EUA).

 

O site australiano The Sydney Morning Herald e o americano Associated Press foram os que mais se dedicaram a falar sobre a tensão. Juntos, eles produziram 51% das principais notícias envolvendo Washington e Pyongyang. Em seguida, o The Japan News e a Al Jazeera assinam juntos 34% dos principais textos.

Após o nome do país, de sua capital (pyongyang), seu representante (Kim Jong-Un) e seu gentílico (coreano), as palavras mais ditas nas presentes nas publicações eram “guerra” (war) e “sanções” (sanctions).  

O terceiro tópico mais importante também é relacionado a conflitos internacionais, e seu tema é a Guerra Civil da Síria. O assunto foi abordado principalmente em abril de 2017, quando a Síria recebeu um ataque de bombas químicas que matou mais de 100 pessoas e deixou centenas de feridos.

 

As notícias dizem que Trump responsabilizou o presidente sírio, Bashar al-Assad, e a Rússia pela ocorrido. Dias depois, os EUA lançaram dezenas de mísseis contra o país, em represália ao ocorrido.


 

Como a pauta teve um destaque até 17 vezes maior do que as dos outros meses, a nuvem de palavras geral relacionada ao tópico ficou fortemente marcada pelos acontecimentos de abril, tantos que as palavras “ataque” (attack) e “químico” (chemical) estão entre as mais usadas nas notícias, assim como “Rússia” - que é associada a Assad.

Essas foram algumas das análises possibilitadas pelo Twist Discover sobre o que a mídia falou sobre o primeiro ano de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos. Há muito mais informações disponíveis no painel do sistema e, caso você queira saber mais sobre o assunto, fale com a gente. Confira também outras análises que feitas aqui no Blog:

 

#Discover: 5 insights relacionados ao Carnaval 2017

#Carreño é o mais citado na pré-venda do Rio Open 2018, aponta Twist Discover

#O que os dados dizem sobre o Rock in Rio 2017 - Parte I

 

Se inscreva na nossa newsletter