Conheça a Lei de Moore e as Tecnologias Exponenciais

Dentro de um ano e meio, você poderá comprar um aparelho com o dobro da capacidade de processamento pelo mesmo preço que pagou hoje. Foi isso o que disse Gordon Earl Moore há meio século, em 1965. E não é que o cofundador da Intel tinha razão?

A constatação logo se tornou regra - a Lei de Moore - e originou o termo “Tecnologia Exponencial”, que representa tudo aquilo que se aplica a essa norma. A Inteligência Artificial, Internet of Things, robótica, biologia sintética, nanomateriais etc. são alguns exemplos que se encaixam perfeitamente com a previsão do empresário.

Há quem diga que, se Moore não tivesse publicado sua observação na Electronics Magazine naquela época, talvez a tecnologia não estivesse tão desenvolvida e acessível como é hoje. E a crença tem fundamento, afinal, a indústria tornou as palavras do químico uma meta, e os investimentos em TI para alcançá-la foram altos - e ainda são.

Os impactos das Tecnologias Exponenciais para a sociedade são muitos e, a cada dia, estão mais visíveis. A desmaterialização é uma das palavras-chaves nesse momento, e a tendência é que as pessoas mais se insiram em um mundo digital, que converge e promete facilitar a execução de tarefas do plano físico.

Grandes empresas, hoje, competem diretamente com fintechs. Os bancos são um bom exemplo. Os mais tradicionais suportam uma grande estrutura, com postos de atendimento presenciais em diversas capitais. No entanto, as startups voltadas às finanças oferecem serviços tão ou mais competitivos, através de aplicativos que podem ser utilizados em qualquer lugar, na palma da mão de clientes. Não é à toa que vemos grandes instituições se esforçarem para se modernizarem: caso ignorem isso, tendem a fechar as portas.

Também não é mais preciso estar presente em um mesmo ambiente para ver e interagir com outras pessoas. Faculdades e cursos com sistemas de ensino à distância estão se tornando mais comuns, assim como a execução de diversas profissões. Psicólogos, por exemplo, já atendem seus pacientes através de uma webcam. Até mesmo doenças já podem ser diagnosticadas por aplicativos e operações realizadas sem o cirurgião-chefe presente (apesar de ainda não ser comum).

Se bem aproveitadas, as Tecnologias Exponenciais podem ajudar a milhões de pessoas por todo o mundo e trazer muitos resultados positivos para a economia. Ainda há um universo de possibilidades a serem descobertas, e as oportunidades para concretizar são cada vez mais acessíveis.


 

Os 6Ds das Tecnologias Exponenciais

 

Tanto para aqueles que desejam empreender no caminho das Tecnologias Exponenciais, como para aqueles que desejam entender melhor o processo de desenvolvimento delas, é importante conhecer as seis etapas principais cunhadas no livro Bold (2016), por Peter Diamandis, fundador da Singularity University. São elas:

 

Digitalização - O primeiro passo é quando uma tecnologia deixa de ser predominantemente física.

 

Dissimulação – Em seguida, nessa fase inicial, o crescimento da tecnologia exponencial é quase imperceptível, próximo a zero. Na realidade, os múltiplos pequenos encontram-se em duplicação.

 

Disrupção – Fase em que o crescimento acelera e, em apenas 20 duplicações, a nova tecnologia cresce 1.000.000 de vezes.

 

Desmaterialização – Objetos são desmaterializados pela tecnologia. Agendas, calculadoras, lanternas e blocos de notas são alguns dos milhares de objetos que deixaram de ser materiais e se transformaram em aplicativos.

 

Desmonetização – Os modelos de negócio tradicionais valem menos a pena para o consumidor, pois as novas tecnologias resolvem o mesmo problema por um custo muito menor. Um exemplo é o Airbnb, que desmonetiza os grandes hotéis.

 

Democratização – Por fim, as tecnologias se tornam acessíveis para um número maior de pessoas. Se você é um escritor, por exemplo, não precisa mais de uma editora, você pode publicar sua obra na internet.

 

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