Ciência de Dados e UFRJ em prol do Museu Nacional

A Twist em parceria com a Coordenação de Comunicação Social da UFRJ (CoordCom) vem fazendo um trabalho de curadoria de todas as notícias vínculadas nos principais jornais sobre o incêndio que atingiu o Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). No final dessa semana, completam dois meses do incidente que começou na noite do dia 2 de setembro de 2018 e durou até a manhã do dia 3. Considerado o maior museu de história natural do Brasil, abrigou a família real quando esta veio de Portugal para cá e contava com um acervo de 20 milhões de itens como múmias, livros raros e fósseis.

Como mostrado abaixo, uma grande quantidade dessas notícias citavam a universidade UFRJ, o museu, o incêndio e por conseguinte o orçamento e a educação oferecida por ela. A questão que levou à parceria acima referenciada foi o volume de informações veículadas nas mídias digitais, não comprovadas, vizando denegrir a imagem da faculdade. A foto abaixo mostra alguns exemplos disso, como a matéria do Jornal Online Folha de São Paulo intitulada: "Mãe de museu atingido pelo fogo, UFRJ tem prédio precário e improviso", que cita um suposto sucateamento da federal, um orçamento em déficit, má gestão, além de incitar, como em uma das repostagens da imagem abaixo, que "Reitoria da UFRJ é comandada por filiados ao PSOL", colocando isso como uma das prováveis causas dos problemas acima relatados.

 

Abaixo temos o depoimento de Vitor Simão, Servidor Público Federal membro da Coordenação de Comunicação Social (CoordCom) da UFRJ, um dos responsáveis pelo projeto de análise das notícias acuradas pelo sistema da Twist, o Twist Discover. Vitor falou sobre a tomada de decisão rápida que a coordenadoria precisou tomar para transmitir a posição da universidade sobre o acontecido e combater qualquer notícia falaciosa. Segue: 

"Em meio à crise gerada pelo incêndio do Museu Nacional, a UFRJ precisou ser ágil nas respostas para as questões vindas da imprensa, da comunidade universitária e da sociedade. Dessa vez, porém, além dos já tradicionais veículos de comunicação, tivemos de lidar com a novidade inconveniente das fake news. Disseminadas principalmente por meio das redes sociais, elas têm sido responsáveis por verdadeiras catarses e já foram capazes de decidir eleições ao redor do mundo. Dadas as dificuldades que enfrentamos com esse novo fenômeno, fomos em busca de parceiros na própria UFRJ para que pudéssemos dar o pontapé inicial na construção de uma estrutura robusta de monitoramento e análise de mídias. Foi dessa forma que conhecemos a Twist Systems. Assim que soube da iniciativa da Reitoria, a Twist Systems logo se colocou à disposição para firmar uma parceria que tem, desde então, contribuído enormemente para que façamos uma melhor gestão da nossa comunicação social. Juntos, montamos um painel de monitoramento que inclui portais de notícias e páginas em redes sociais que tiveram como pauta o Museu Nacional nos últimos dois meses. Os primeiros resultados já foram muito importantes para as tomadas de decisões pela Coordenadoria de Comunicação da UFRJ."

Análises

A Twist através de seu sistema “Twist Discover” pôde fazer uma varredura sobre todas essas notícias nos principais sites/veículos de divulgação, como por exemplo: O Globo, Folha de São Paulo, G1.com e Extra. Foram coletadas mais de 1.000 publicações em 58 dias. Abaixo vemos a linha do tempo gerada em nosso sistema, o primeiro pico de notícias foi no dia seguinte ao incêndio, 03/09 com um total de 144 publicações, o segundo pico foi no dia 02/10 quando completou-se um mês do ocorrido e o último pico foi no dia 19/10 quando pesquisadores encontram fóssil de Luiza nos escombros do museu.

Linha do tempo:

Abaixo você consegue visualizar a nuvem de palavras gerada pelo Twist Discover, ou seja, as mais citadas no montante de todas essas publicações encontradas pelo nosso sistema. Algumas palavras interessantes que aparecem aqui, são: acervo, pesquisas (relacionadas a perda desdes), professores, resgatam (pois os pesquisadores do museu tentaram salvar partes do acervo na hora do fogo), anunciada (pois muitas matérias como a do G1 intitulada: "Pesquisadores e funcionários dizem que incêndio era tragédia anunciada", colocavam a situação como uma "não surpresa").

  

Por fim, as entidades mais relevantes, ou seja, as mais citadas nas publicações foram: Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil, UFRJ e Quinta da Boa Vista.

O Twist Discover também analisou as postagens feitas no Twitter, foram computados mais de 108 mil tweets em 55 dias. As hashtags com maior número de impressões foram: g1 com 110,7 mil, g1 rio com 50,7M, museu nacional com 33,4M, terra notícias 26,6M e fantástico 20,1M. Os influenciadores, ou seja, os que tiveram mais acessos foram os Twitters do @jornaloglobo com 174,4M, @estadao 116M, @g1 com 117,9M, @bbcbrasil com 111,3M. Só para se ter uma noção a #g1 foi mensionada 1,5 milhões de vezes por diversos perfis na plataforma.

Twitter

A seguir podemos ver a nuvem de palavras do Twitter, percebemos que a palavra “museu”, assim como na primeira nuvem aqui exposta, é a palavra mais mencionada. Nesta nuvem temos palavras que nos trazem certa curiosidade, como: Felipe Neto e youtube (explicado pelo fato de diversas mídias noticiarem que Felipe e outros youtubers lamentaram o acontecido), esfaqueado e facada (se referem a facada que Bolsonaro sofreu, ocorrida na mesma semana, 06/09, do incêndio), Catra (por causa da morte deste no dia 09/09) e Anitta (pois a cantora se pronunciou tanto sobre a morte de Catra quanto sobre a trajédia no museu).

A Twist continua coletando dados sobre o incêndio no Museu Nacional tanto nos sites de notícia quanto nas redes sociais como Twitter e Facebook através da nossa ferramenta, o Discover. Fique ligado em nosso blog e nossa página no Facebook para mais informações sobre esse e outros assuntos ligados ao mundo digital.

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