A Ciência de Dados nos esportes

A ciência de dados está intrínseca em diversos momentos e situações os quais vivenciamos em nosso dia a dia. Nos esportes não poderia ser diferente, cada vez mais uma diversidade de dispositivos e sensores wearable como pulseiras eletrônicas, coletes, dispositivos GPS e outras tecnologias inteligentes, vêm sendo utilizadas para ajudar na qualidade destes como um todo.

Hoje, times mais competitivos são possíveis graças ao cruzamento de dados do histórico de desempenho dos atletas, que determinam até mesmo em que posições eles devem jogar em campo. Os dados ajudam a gerar valor para a tomada de decisão dos gerentes dos times, que são responsáveis pela contratação dos atletas, podendo assim ver quais deles tem melhor desempenho em relação aos demais, tornando o investimento mais assertivo.

Algumas tecnologias

Analisando o adversário: a análise de um mapa de calor dentro de um certo espaço físico, como um campo de futebol, junto a dados de desempenho dos atletas do time adversário são capazes de gerar insights muito importantes para a equipe técnica. Faz com que os atletas possam aproveitar melhor os espaços e deficiência de seus adversários. Possibilidade de entender minuciosamente as características de cada atleta adversário, como grau de angulação do chute, percentual de arremates de determinada distância, índice de acertos em determinados tipos de marcações, etc.

Condicionamento Físico: através de pulseiras, coletes e demais sensores está sendo possível monitorar em tempo real o condicionamento dos atletas, indicando a necessidade de hidratação, apontando esforço excessivo e condições cardiovasculares, prevenindo contusões e desgaste extremo.

Gerenciamento Inteligente: a utilização de sofisticados modelos de machine learning tem possibilitado identificar jogadores que coletivamente tenham melhores resultados ainda que estes não sejam reconhecidos como os mais caros e melhores do mundo.

Alguns exemplos

No futebol americano, os técnicos através de equipamentos, como microchips que possuem GPS (nos quais a partir da movimentação dos jogadores são gerados relatórios sobre suas performances em campo em tempo real), podem tomar decisões importantes sobre como mexer no time. 

Match Insights: é uma ferramenta de solução em Analytics criada para a Confederação Alemã de Futebol, através da qual a equipe técnica da seleção consegue um raio-X completo do seu time e do time adversário. Este é um marco do uso de Big Data nos esportes, tendo sido utilizado na Copa do Mundo no Brasil.  A ferramenta permite diagnosticar em qual setor do campo cada jogador adversário permanece por mais tempo, quais os passes mais comuns, em qual ponto do gol são direcionadas as bolas de cada jogador rival e quais os passes e jogadas mais frequentes. A partir desses dados a comissão técnica toma decisões para melhorar o jogo da seleção.

No vôlei brasileiro, a análise de dados, vem sendo utilizada nos treinos da seleção. Dispositivos vestíveis são capazes de medir os níveis de impulso, o grau de distensão muscular na recepção, tempo de resposta diante das jogadas adversárias e velocidade dos saques.

Dica de filme

No filme “O homem que mudou o jogo, de 2011 (Moneyball), o primeiro longa metragem a tratar sobre o Big Data nos esportes e seus efeitos, Brad Pitt interpreta Billy Beane. No filme, Beane é o técnico do time de beisebol Oakland Athletics, que, com um orçamento 10 vezes menor que seus adversários (e com jogadores de “pouco talento”) constrói um time campeão apoiado em uma sofisticada metodologia de análise estatística de jogadores. Vale a pena assistir para entender e ver na prática o uso dessas tecnologias.

O uso da ciência de dados se tornará cada vez maior e nós da Twist estamos sempre ligados nas mudanças e tendências. Continue nos acompanhando para saber mais.

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