“Data for Good”: Big Data em apoio a humanidade

Falamos aqui no blog em diversos momentos como a Ciência de Dados tem estado presente em diversos aspectos de nossa existência. O post de hoje versa sobre de que forma esta ciência pode gerar e colaborar em iniciativas de ajuda à sociedade.

Foi pensando justamente por esse viés que um grupo de cientistas de dados estadunidense criou o movimento intitulado “Data for Good”. Este tem como principal objetivo fazer com que os dados atuem para o bem da humanidade, de forma cada vez mais precisa em iniciativas com impacto social e também em ações de organizações sem fins lucrativos.

As organizações

Elas existem para melhor orientar o uso da ciência de dados pelo poder público, são empreendedores de impacto social e ONGs. Temos como exemplo: a ​Data Kind​, ​Beyond Uptake​ e o Laboratório SGB do ​Social Good Brasil​. São apoiadoras e capacitadoras voltadas para o impacto social.

Elas contam com pessoas capacitadas para entender o problema de determinada região, pessoas capazes de coletar dados e aquelas que, por fim, irão interpretá-los para que as medidas cabíveis sejam tomadas.

Em um artigo para o O`Really Media, Jake Porway, fundador da “Data Kind”, nos chama atenção para o fato de que existe uma grande quantidade de indicadores sociais nos diversos países, porém a maioria desses indicadores são praticamente impossíveis de serem utilizados para tomada de decisões. É neste ponto que entra a ciência de dados: “ mais dados instantâneos e acessíveis como recurso para olhar para o futuro, não somente como um fóssil para olhar para trás”, assim é preciso melhorar a qualidade dos dados obtidos.

Exemplos de iniciativas

Aqui no Brasil temos a “Social Good Brasil” como representante do “Data for Good”, e um de seus projetos é o “Redação Online”. Este foi fruto de uma startup de educação nascida em Florianópolis, que tem por objetivo melhorar o desempenho dos alunos nas principais provas de ingresso em universidades do Brasil, como o ENEM.

Em entrevista para o site “Social Good Brasil” o fundador dessa startup Otavio Pinheiro diz: “Trabalhamos com escalabilidade, utilizamos os dados de maneira inteligente e apesar de nossos corretores serem 100% humanos, professores de português formados e espalhados pelo Brasil, fazemos análise de nosso banco de mais de 200 mil redações para verificar os erros mais frequentes e identificar os maiores desvios e desafios de aprendizagem dos alunos”. Abaixo você vê um exemplo de como isso funciona:

Um outro exemplo, agora de uma empresa norte americana, é o da empresa GSM Association, que com o apoio de 20 operadoras de telefonia móvel lançou um programa que utiliza a capacidade de Big Data das operadoras para enfrentar epidemias, crises ambientais e catástrofes naturais.

No caso da “Crise dos refugiados” por exemplo, segundo a revista Exame, as operadoras de redes móveis trabalharam com um ecossistema amplo para fornecer apoio às comunidades deslocadas.  “Em 2016, a Turkcell lançou um aplicativo denominado Merhaba Umut (“Olá Esperança”) para ajudar a facilitar a integração dos refugiados sírios que vivem na Turquia, enquanto a Asiacell (Grupo Ooredoo) trabalhou ao lado da Ericsson para implementar os programas “Connect to Learn” (Conectar-se para aprender), destinados às crianças em campos de refugiados no Iraque, proporcionando tecnologias de informação e comunicaçãe conectividade às escolas para melhorar a aprendizagem.”

Continue acompanhando o blog da Twist para mais informações de como o Data Science está presente e como ele pode nos ajudar. A Twist oferece soluções em dados para você e sua empresa.

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