Big Data: o que é e por que é fundamental usá-lo em sua empresa

Como você pode usar o monitoramento de redes sociais para manter as ações de seu negócio em sintonia com seu público

 

Cambridge Analytica? Panama Papers? Alguns casos como estes, que começaram a surgir da última década pra cá, trouxeram visibilidade ao termo Big Data - isto é, em uma tradução livre, “uma grande quantidade de dados” -, aproximando-o cada vez mais daqueles que consomem conteúdo digital. Graças a algumas questões alardeadas como, por exemplo, a possibilidade de quebra de privacidade, esta aproximação veio carregada de uma conotação negativa, que se mostra insuficiente para explicar o que vem a significar e representar a emergência desse fenômeno informacional. Venha ver conosco o que exatamente ele significa e como o Big Data pode ajudar a dinamizar seus negócios.

 

 

O que é Big Data?

Mais do que o Big Data em si, cabe explorar a questão primeira: o que são dados. Eles podem ser explicados como um valor ou atributo referente a determinado objeto do qual conseguimos extrair informações, seja o nome de uma pessoa, quanto ela teve de pagar para adquirir o smartphone que usa, qual ferramenta foi utilizada para deixar uma curtida em publicação ou o próprio formato em que essa publicação se encontra. 

Nesse ponto, vale fazer a diferenciação entre o que são dados estruturados e o que são dados não-estruturados. Em linhas gerais, dados estruturados são aqueles que uma máquina pode ler, processar e analisar, não fugindo de uma estrutura rígida e previamente definida. Pense, por exemplo, em uma ficha de cadastro, na qual você teve de inserir seu nome e sua idade, dentre outras informações, sem fugir daquilo que lhe foi proposto. Já os dados não-estruturados têm uma estrutura mais flexível, como um documento escrito em um editor de texto, que não impõe nenhum limite à atividade humana quanto ao tamanho que ele pode ter, além de permitir informações extratextuais, como imagens, áudios ou animações. Logo, esse tipo de dado, que se encontra em maior abundância na internet, só pode ser interpretado e plenamente apreendido, inicialmente, a partir da atividade humana.

 

Desse modo, o advento da era da internet, as mudanças dos custos de armazenamento e banda larga e, posteriormente, o estabelecimento da Internet of Things, além do uso massivo de redes sociais, fez não só com que um sem número de dados dos mais variados tipos estivesse sendo produzido a todo momento, mas com que todos nós, usuários, tivéssemos um papel fundamental nessa produção. 

 

Características do Big Data

Tendo isso em vista, há, então, os chamados três Vs do Big Data, sendo eles:

  • VOLUME:  as empresas acabam lidando com o processamento de grandes quantidades de dados, provenientes de fontes como perfis em redes sociais e aplicativos. Normalmente, na hora de acessá-los, o usuário é defrontado com pedidos de permissões que fazem com que esse tipo de informação seja repassada, e, por via de regra, acaba por aceitá-los. Além disso, o mero fluxo de cliques em uma página qualquer da web é capaz de fornecer dados. Estamos falando de terabytes ou petabytes de informação;

  • VARIEDADE:  aqui, lidamos com os vários tipos de dados diferentes, estruturados ou não. Por mais que uma maior variedade implique em uma maior complexidade para se trabalhar com os dados, ela pode acarretar, também, em uma maior gama de possibilidades de insights que podem ser obtidos com eles;

  • VELOCIDADE: a partir do ritmo contínuo  do desenvolvimento tecnológico e informacional, os dados passaram a ser transmitidos da fonte para o receptor cada vez mais rapidamente, de forma que alguns serviços já fazem essa operação em tempo real.

A já mencionada divisão entre dados estruturados e não-estruturados ainda é muito pouco precisa para se definir esse dataclisma no meio do qual nos encontramos, de modo que ainda podemos dividi-los em:

  • SOCIAL DATA: são os dados provenientes de usuários de redes sociais que nos permitem traçar um perfil e identificar comportamentos e padrões demográficos.  Assim, possibilitam-se ações mais direcionadas a usuários específicos, objetivando o suprimento da necessidade pela qual atravessa aquele perfil;

  • ENTERPRISE DATA: são os dados coletados pelos diferentes setores que existem dentro de uma empresa, como o de recursos humanos, o financeiro, o de vendas, dentre todos os outros. Comumente, são utilizados para otimizar processos internos e medir a produtividade de uma equipe;

  • PERSONAL DATA: são dados pessoais fornecidos não agora pelas redes sociais, mas pelos dispositivos inteligentes que se encontram em tudo aquilo que a Internet of Things pode englobar, como geladeiras, televisões, carros e sensores.

 

 

Usando o Big Data a favor da sua empresa

Agora, a grande questão do Big Data é em como ele pode ser capaz de auxiliar o processo de tomada de decisão de seu negócio, além de gerar valor – termo que, inclusive, já vem sendo apontado como um quarto V – para o mesmo, de maneira mais rápida e inteligente em relação à concorrência.

Nesse sentido, o monitoramento de redes sociais surge como um dos principais desafios a diferentes marcas e empresas em meio a essa crescente curva exponencial de dados disponíveis.  Os profissionais do setor de Marketing de qualquer empresa, hoje, têm de ser capazes de se apropriarem de conhecimentos das Ciências da Informação para conseguirem trabalhar com esses enormes bancos de dados estruturados e não-estruturados. É necessário acesso e compreensão desses dados, a fim de se descobrir qual o momento vivido por determinado segmento de mercado, o que o público consumidor almeja e o que deve ser evitado ou incentivado para a satisfação do mesmo. Os usuários que direcionam seus pensamentos a seus perfis online produzem informação de valor para qualquer marca, das grandes às pequenas. Lembre-se, porém: dados, individualmente e em seu estado mais bruto, pouco são capazes de dizer algo, então devem ser analisados e comparados em conjunto para que se possa extrair algum insight valoroso.

O foco em mídias sociais, tais como o Facebook, o LinkedIn, o Instagram, o Twitter ou até mesmo o YouTube, fornece, primordialmente, dados não-estruturados, exigindo, portanto, uma visualização mais organizada e dinâmica. As tendências nessas redes estão em um constante ritmo de mudança e nenhum profissional que vá ter de lidar com esse volume de dados pode se perder em meio à desorganização em que eles podem se encontrar. Situações do gênero podem fornecer um diagnóstico errôneo ou atrasar o informe de um correto e que deva ser aplicado, fazendo com que talvez já seja tarde demais para pôr em prática suas recomendações. Promoções possuem uma hora certa para aparecerem ao consumidor, então perder o timing pode significar o mesmo que perder engajamento e perder clientes.

Tem-se, enfim, que uma análise eficiente com base em Big Data é a solução mais certeira para que qualquer empreendimento atual não fique preso em anacronismos ou congelado em um tempo que, tradicionalmente, não pertence mais a ninguém. 

Se você reconhece isso e é capaz de enxergar os benefícios possíveis que podem ser extraídos dessa gestão, acompanhe nosso blog para se inteirar daquilo que a ciência de dados pode te oferecer. Além disso, assine nossa newsletter e dê uma conferida nas soluções que temos à disposição. Para respostas mais precisas, é só falar conosco!

 

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