Das queimadas a Macron: o reflexo nas mídias do caso Amazônia

Saiba como utilizamos o Discover para analisar a repercussão dos incêndios na Amazônia em diferentes redes

 

Os veículos midiáticos e líderes mundiais têm voltado seus olhares e pautado suas discussões em torno da Amazônia, a maior floresta tropical do mundo, cuja extensão cobre não só estados brasileiros, mas também partes de outros países latino-americanos. Porém, os motivos para tanto não poderiam ser piores: as queimadas que têm tomado a floresta, além do crescimento nos índices de desmatamento foram o estopim para crises de reputação e incidentes diplomáticos.

Para que tivéssemos noção da repercussão que o assunto tem tido no Twitter e nos portais de notícias, utilizamos o Discover. Venha ver conosco o que descobrimos a partir de 1.700 notícias e 335.400 tweets, coletados entre os dias 25 de agosto e 7 de setembro.

Assuntos

O grande destaque da discussão em torno da Amazônia foi o presidente Jair Bolsonaro, que se fez presente em 56% das notícias. Em seguida, o tópico “queimadas” apareceu em 55%. Ainda com relevância, há “Macron”, “G7”, “incêndios” e “Mercosul”.

Os principais tópicos

Entre os veículos que mais produziram conteúdo sobre a Amazônia, há o G1, com 337 notícias, o globo.com, com mais 270, e o R7, com 246. Entre os assuntos que dominaram essas publicações, há o apoio de Donald Trump a Jair Bolsonaro na cúpula do G7, as acusações de sexismo contra Bolsonaro por conta de comentários direcionados à primeira-dama francesa, Brigitte Macron, e as turbulências que tomaram conta das negociações que envolvem o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia.

"Queimadas"

Direcionando a análise para as 930 notícias que abordaram as queimadas, tivemos um pico no dia 26 de agosto, quando 183 notícias saíram apenas nesse dia. No geral, os assuntos que mais se relacionaram com o tópico foram “Bolsonaro”, “Merkel”, “Brasil”, “incêndios” e “ajuda”. Graças à visualização de evolução, disponibilizada pelo Discover em forma de linha de tempo, pudemos ver, tanto para notícias, quanto para tweets, os dias em que houve maior ou menor número de postagens.

As entidades detectadas pela plataforma foram o Brasil, a Alemanha, a França e os Estados Unidos, além da União Europeia como um todo. O INPE, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, também se fez presente, uma vez que tem ganhado maior destaque desde a demissão do ex-diretor Ricardo Galvão, ocorrida no dia 3 de agosto. O bloco do G8, os estados de São Paulo e Pará e a cidade de Brasília também tiveram relevância.

No Twitter

Do volume de 335 mil tweets analisados, os termos “Bolsonaro” e “queimadas”, novamente são os que mais aparecem, acompanhados de “Alemanha” e “Noruega”, os países que mais investiam no Fundo Amazônia, cujos repasses foram suspensos, além de “ONGs”, a quem o presidente Bolsonaro atribuiu a autoria dos incêndios na floresta.

Hashtags

As hashtags com maior potencial de visualização foram #g1, #amazonia e #globonews. Já aquelas que apareceram em maior número foram #amazonia, #secomvc, da Secretaria Especial de Comunicação Social do Governo Federal, e #agostorenova, do portal Renova Mídia.

Influenciadores

Quem mais exerceu influência no que tange à Amazônia ao longo desses dias foram, primordialmente, veículos da mídia tradicional. Por exemplo, o G1 publicou 35 tweets sobre o assunto, com potencial de visualização de quase 365 milhões de pessoas, enquanto a Folha publicou 25, com potencial de visualização de 170 milhões de pessoas. O Estadão, o Globo, a Globo News e a BBC Brasil também apresentaram um desempenho expressivo.


O pico de tweets do dia 28 de agosto

No dia 28 de Agosto, foram postados mais de 62 mil tweets sobre a Amazônia. Em parte, isso aconteceu devido a tweets de influencers como Felipe Neto e Felipe Castanhari.

"Queimadas" no Twitter

Assim como aplicamos o filtro de “queimadas” nas notícias, decidimos fazer o mesmo com os tweets, dada a proeminência que o termo assumiu em ambas as nuvens de palavras. No Twitter, a menção a ele teve seu pico nos dias 28, 30 e 31 de agosto, com uma produção média de 14 mil tweets ao longo deles. As outras palavras que mais a acompanharam foram “desmatamento”, “decreto”, “lindíssimo”, “fakenews”, “manifestação” e “monitoramento”. Em parte, isso ocorreu por causa de tweets como estes:

Se você achou esta postagem interessante, temos outros exemplos em nosso blog de monitoramento de assuntos relevantes nas redes sociais. Clicando aqui, você pode ler o nosso monitoramento das mídias do BNDES, que relata a repercussão de assuntos como a demissão do ex-presidente do banco, Joaquim Levy, e as denúncias de fraude envolvendo o ex-ministro da fazenda, Guido Mantega. Caso ache que esse monitoramento pode beneficiar seu negócio de alguma forma, fale conosco!

 

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