Conheça a demografia das mídias sociais de 2019

Descubra o atual público de cada rede e entenda como foi a movimentação da internet global em 2019

 

As diferentes mídias sociais têm se consolidado como os meios mais efetivos na hora de construir campanhas criativas e bem-sucedidas. Por mais que não haja uma fórmula pronta para o sucesso de uma estratégia nas redes, conhecer o público de cada uma e as especificidades de seu comportamento já é um caminho para que o marketing de uma organização seja efetivo. 

Reunindo diferentes fontes de pesquisa, coletamos algumas das informações mais cruciais sobre os perfis espalhados pelas redes mais movimentadas do mundo, além de outras curiosidades. Acompanhe a seguir:

Quantas pessoas usam mídias sociais hoje?

A princípio, um levantamento realizado pela Hootsuite (2019) mostrou que, hoje, há 4.3 bilhões de pessoas conectadas à Internet ao redor do mundo. Isso equivale a aproximadamente 57% de toda a sua população. Ainda maior é o número de pessoas que têm um aparelho próprio de celular, estimado em 5.1 bilhões ― destes, 3.2 bilhões são usuários ativos em redes sociais, de um total de 3.4 bilhões de pessoas que as utilizam.

Ao passo que a população mundial apresentou um crescimento de 1.1% em comparação ao ano anterior, o número de pessoas conectadas à Internet cresceu 9.1% e o de usuários ativos nas redes sociais, 9%.

Se em 2016 o IBGE divulgou que 64.7% da população brasileira estava conectada à Internet, os dados relativos à 2019, como também divulgados pela Hootsuite, já mostram um aumento considerável, com a marca de 71% tendo sido atingida. 64% deste grupo usa alguma rede social.

Quem são estes usuários?

A partir de um recorte geracional, temos, segundo uma pesquisa do Fórum Econômico Mundial (2019), que a utilização de redes sociais é especialmente forte entre a Geração Z ― isto é, pessoas nascidas depois de 1995, fortemente marcadas pelos traços culturais dos anos 2000. Este grupo passa, em média, 2 horas e 55 minutos do dia em redes sociais, contra 2 horas e 38 minutos dos millenials, aqueles nascidos entre 1981 e 1996.

Para trás, ficam a Geração X, a última a crescer antes do advento da Internet, que utiliza as redes sociais por 2 horas diárias, e os boomers, nascidos entre 1946 e 1964, que utilizam as mídias por pouco mais de 1 hora diária.

Facebook

O Facebook não só se manteve como a rede social mais utilizada mundialmente, como conseguiu o cadastro de mais 37 milhões de usuários em relação ao levantamento anterior (Hootsuite, 2019). Em termos estatísticos, isso representa um crescimento de 1.7%. Ao todo, já são mais de 2 bilhões de cadastrados, dos quais 57% são homens e 43%, mulheres.

O grupo de usuários mais expressivo na rede é composto por aqueles que têm entre 25 e 34 anos de idade, representando 32% de seu total. O resto se divide da seguinte forma:

  • 6% têm entre 13 e 17 anos de idade;
  • 27%, entre 18 e 24;
  • 16%, entre 35 e 44;
  • 10%, entre 45 e 54;
  • 6%, entre 55 e 64;
  • 4%, acima de 65 anos.

96% de seus usuários acessam o Facebook por meio de smartphones ou tablets, enquanto que apenas 25% o faz por meio de computadores pessoais.

75% da população acima de 13 anos do Brasil utiliza a rede, um número bastante alto se comparado com a média mundial de 35%.

Instagram

O Instagram, principal rede de compartilhamento de fotos, e que também pertence ao Facebook, teve um crescimento de 4.4% ao longo do último ano, o que equivale à entrada de 38 milhões de novos usuários. Hoje, já são pouco mais de 1 bilhão de contas cadastradas, das quais 49.7% pertencem a homens e 50.3%, a mulheres.

O grupo dos usuários que possui entre 25 e 34 anos também é o mais relevante da rede, representando 33% de seu total, sendo seguido de perto pelos usuários de idade entre 18 e 24 anos, com 32%. De resto:

  • 6% dos cadastrados possui idade entre 13 e 17 anos;
  • 16%, entre 35 e 44 anos;
  • 9%, entre 45 e 54 anos;
  • 3%, entre 55 e 64 anos;
  • 2%, acima de 65 anos. 

Vale ressaltar que, embora sejam uma minoria numérica, os usuários boomers ― ou seja, aqueles que têm entre 55 e 75 anos ―  cresceram 59% na rede desde 2016, bem acima da média de crescimento geral analisada no mesmo período (Fórum Econômico Mundial, 2019).

40% da população acima de 13 anos do Brasil utiliza a rede, contra uma média mundial de 15%.

A conta mais seguida na rede é seu próprio perfil institucional, hoje contando com 276 milhões de seguidores. Logo atrás, há o jogador de futebol Cristiano Ronaldo, com 151 milhões e a cantora e atriz Selena Gomez, com 144 milhões.

Twitter

Já há alguns anos que o Twitter vem perdendo usuários. De 2018 para 2019, a rede registrou uma queda de 9 milhões de contas cadastradas, um percentual de 2.7%. Até agora, é a menor das redes sociais analisadas, com apenas 330 milhões de perfis registrados. Ainda, observa-se uma discrepância de gênero maior, posto que 34.5% pertencem a mulheres e 65.5%, a homens.

Os millenials, mais uma vez, mostram maior expressividade, representando 31% da rede. Além deles:

  • 10% dos perfis possui idade registrada entre 13 e 17 anos, maior número registrado para essa faixa etária até agora;
  • 23%, entre 18 e 24 anos;
  • 21%, entre 35 e 49 anos;
  • 13%, acima de 50 anos. 

5% da população brasileira que possui idade acima dos 13 anos utiliza a rede, um número muito próximo da média mundial de 4%. Nesse quesito, os sauditas são os mais assíduos, com 43% desse grupo ativo.

A conta mais seguida é o perfil da cantora Katy Perry, com 107 milhões de seguidores. Logo em seguida, há o cantor Justin Bieber, com 105 milhões, e o ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama, com 104 milhões. Ao contrário do Instagram, seu perfil institucional é apenas o 17º mais seguido, com 55 milhões de seguidores

YouTube

O YouTube já acumula 2 bilhões de usuários ativos mensais, aproximando-se do Facebook e podendo vir a se tornar a mídia social mais acessada mundialmente ― o que, na verdade, já ocorre nos Estados Unidos, responsável por 15% do tráfego no site.

Apesar de a plataforma não liberar dados de seus usuários mundiais por grupo de idade, outras informações sobre ela se mostram relevantes na hora de planejar sua campanha lá. Não à toa, isso já é percebido e bem aproveitado por 62% dos negócios (Buffer, 2019) que já produzem material exclusivo para reprodução na plataforma. Para se ter ideia, em resposta a uma pesquisa, 90% dos entrevistados disseram conhecer novos produtos e serviços por meio de anúncios e conteúdo de marca no YouTube. 

No geral, millenialspreferem o YouTube a serviços de TV por assinatura, portanto estratégias direcionadas a esse estrato podem ter mais êxito por lá. Por outro lado, 75% dos adultos que o acessam o fazem para acessar conteúdos relacionados à nostalgia, que, por si só, já virou um nicho de criação.

Ainda, o YouTube é uma das mídias mais abrangentes aqui discutidas: seus serviços estão disponíveis em 91 países e 80 línguas diferentes, o que cobre 95% de toda a Internet.

TikTok

O TikTok é a mídia mais recente dentre as apresentadas aqui: lançada em 2016, é uma plataforma para compartilhamento de vídeos curtos, a maioria de cunho humorístico ou musical. Ao mesmo tempo, é a que cresce mais rapidamente a nível mundial, já tendo conquistado 800 milhões de usuários ativos mensais (Wallaroo Media, 2020) e mais de 1.5 bilhão de downloads nas app stores tradicionais (Sensortower, 2019). 466 milhões destes downloads, aliás, foram feitos na Índia, onde a rede é particularmente popular (Sensortower, 2019).

Seus usuários, que passam 52 minutos diários no aplicativo (Mediakix, 2019), se dividem em uma audiência 56% masculina e 44% feminina, pertencem majoritariamente à Geração Z. Assim como acontece com o YouTube, apesar de dados específicos relativos à idade dos usuários não terem sido liberados, tem-se que 41% deles têm entre 16 e 24 anos (Global Web Index, 2019).

Isso não impede os mais velhos de utilizarem a plataforma: entre outubro de 2017 e março de 2019, a quantidade de perfis de adultos estadunidenses cresceu 5.5 vezes, saltando de 2.6 milhões para 14.3 milhões (Marketingcharts, 2019).

WhatsApp

Sobretudo popular no Brasil, onde tem 136 milhões de usuários atualmente (Agência Brasil de Comunicação, 2019), é citado frequentemente como um dos aplicativos mais baixados no país. O aplicativo já é a rede de mensagens mais utilizada ao redor do mundo. Com 1.5 bilhão de usuários espalhados por 180 países, ele já ultrapassou o Messenger do Facebook, a quem também pertence desde 2014, por cerca de 0.2 bilhão de downloads. O WhatsApp fica atrás apenas do Facebook quando considerados todos os aplicativos mobile utilizados mensalmente (Hootsuite, 2019).

Diariamente, 55 milhões de mensagens são enviadas, das quais 4.5 bilhões são arquivos de imagens e 1 bilhão são vídeos (Business Today, 2017). Além disso, 100 milhões de chamadas de voz são realizadas no mesmo espaço de tempo (Business of Apps, 2019).

Um estudo da Reuters, uma das principais agências de notícia do mundo, realizado em 30 países diferentes, também mostrou que o WhatsApp é bastante utilizado pela população como fonte de informação. No Brasil, a EBC apurou que 79% dos usuários do aplicativo no país têm o mesmo comportamento.

Ainda que, mais uma vez, não sejam liberados dados concernentes à faixa etária dos usuários, o WhatsApp, assim como o Instagram, tem sido alvo do público mais velho: entre os boomers, o crescimento na rede foi de 44% (Fórum Econômico Mundial, 2019).

LinkedIn

A maior rede para contatos profissionais tem 660 milhões de perfis registrados hoje, segundo dados fornecidos pela própria plataforma. Destes, temos que 44% são mulheres e 56% são homens (Hootsuite, 2019), com maior expressão entre usuários que têm entre 25 e 34 anos, 38% dos usuários da rede. 47.5% dessa fatia é do sexo feminino, enquanto que 52.5% é do sexo masculino. De resto:

  • 24% dos usuários têm entre 18 e 24 anos;
  • 30%, entre 35 e 54;
  • 9%, acima de 55.

A discrepância de gênero é acentuada à medida que a idade avança. 45% daqueles que têm entre 18 e 24 anos são mulheres, contra 55% de homens, ao passo que essa proporção cai para 43.5% e 56.5% no grupo dos 35 aos 54 anos e atinge 33% e 67% no grupo acima dos 55.

23% da população brasileira que possui idade acima dos 13 anos utiliza a rede, um número consideravelmente acima da média mundial de 11%.

 

Não deixe de ler os levantamentos que fizemos sobre os anos de 2017 e 2018 e de acompanhar nosso blog e nossa newsletter para mais atualizações como essa. Para saber mais sobre como sua empresa pode se beneficiar de ferramentas de monitoramento de mídias sociais, fale conosco!
 

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