Novas tecnologias que transformarão a saúde em 2020

O que pacientes e médicos deveriam saber sobre a evolução da área
 

Uma das áreas em que podemos perceber mais claramente o impacto do avanço da tecnologia é a da saúde. Enquanto outros setores estão focados na criação de produtos e estratégias que não necessariamente são urgentes, as necessidades médicas têm pressa de se atualizarem, pois isso significa salvar vidas. 

Conhecimentos como a Ciência de Dados e a Inteligência Artificial são grandes aliadas da ampliação de possibilidades no meio da saúde, sendo utilizadas de maneira cada vez mais frequente. Neste post, apresentamos as principais tendências tecnológicas no ramo médico e como essas novas possibilidades afetarão a vida do setor e dos seus pacientes. Acompanhe:

O cuidado médico cada vez mais pessoal

A Inteligência Artificial está transformando todas as indústrias nas quais está sendo implementada. Isso impacta diretamente no setor da saúde, onde já está sendo capaz de salvar vidas e melhorar diagnósticos. Além disso, a tecnologia está mudando o comportamento da área. Se hoje grande parte dos tratamentos são reativos, ou seja, são pensados para combater problemas já existentes, a tendência é que aumente o número de tratamentos proativos, voltados para a prevenção de doenças. Isso se torna possível a partir da possibilidade de se analisar individualmente a cada paciente, sem que isso gere grande trabalho ou custo. Custos de cuidados de rotina, a longo prazo, acabam saindo bem menores do que os de tratamentos complexos.

E o futuro está programado para que a Inteligência Artificial seja capaz de gerar planos de tratamento individuais e personalizados. Hoje, já é possível mitigar os riscos de um paciente desenvolver uma doença crônica, a partir das tendências da doença em suas escolhas cotidianas. É uma maneira de estar muito à frente do diagnóstico, que geralmente é feito apenas quando a condição já existe e os sintomas já são graves. A compreensão médica será formada em parte pelo próprio código genético do indivíduo, combinado com algoritmos de machine learning (“aprendizado de máquinas”). Empresas que têm acesso ao genoma de indivíduos já estão ajudando pessoas a se informarem sobre suas necessidades de saúde. A leitura vai desde recomendar a não ingestão de café à noite até identificar se há riscos elevados de doenças como demência ou certos tipos de câncer.

Facilitar diagnósticos com dados

Sendo utilizada não apenas em momentos de reabilitação, a inovação também tem tido papel importante na área de diagnósticos médicos. Desde 2011 é possível encontrar modelos de IA que se promovem como ferramentas que irão revolucionar a área da saúde, facilitando a identificação e certificação de uma série de doenças. Considerando que grande parte dos dados médicos coletados hoje não são utilizados como facilitadores do processo de assistência, engenheiros esperam criar a tecnologia que vai não apenas definir diagnósticos mas também supervisionar todo o processo de tratamento. 

Até então, o formato de implementação desse tipo de identificação ainda não está estabelecido. O objetivo de permitir que uma Inteligência Artificial assuma as responsabilidades de um médico tem sido considerado não muito realista. Para o site de saúde STAT, por exemplo, parece claro que confiar completamente o tratamento de um paciente a uma tecnologia ainda não é o melhor uso para os avanços atuais. 

Segue em andamento, porém, a especialização das habilidades desses modelos. Um número relevante de pesquisadores de hospitais nos Estados Unidos já se tornaram parceiros de empresas de Inteligência Artificial para melhorar a qualidade dos seus centros de radiologia. Estruturar dados médicos que normalmente seriam ignorados e utilizá-los para ajudar especialistas em seus diagnósticos é uma prática já em andamento, e uma grande tendência para a saúde como um todo. Implementações futuras de Ciência de Dados em diagnósticos se tornarão cada vez mais comuns, especialmente com o uso crescente de dispositivos vestíveis ― acessórios como relógios, pulseiras ou óculos conectados à internet ―, que permitem e facilitam a aquisição de dados populacionais.

Acompanhamento pessoal e on-line através da Internet das Coisas

O crescimento da Internet das Coisas nos últimos anos trouxe grandes benefícios para organizações médicas e seus pacientes. Cada vez mais, hospitais e outros centros de saúde estão aproveitando os benefícios de equipamentos médicos conectados à internet, como aparelhos de infusão, monitores cardíacos ou até inaladores inteligentes. Esse tipo de aparelho tem trazido cada vez mais qualidade ao tratamento individual de pacientes. É necessário, porém, que os recursos voltados para esse tipo de aplicação também consigam protegê-lo de hackers ou invasões, garantindo que seja completamente seguro. 

De qualquer modo, criar ambientes cada vez mais conectados também aumenta o risco de crimes que buscam vulnerabilidades para atacar as redes. A área da saúde é um grande alvo para cibercrimes, então é necessário assegurar que a infraestrutura de segurança será adequada para proteger seus dados de possíveis ataques

Controle e visualização de epidemias 

Uma das funcionalidades possíveis para a Ciência de Dados é também a visualização do comportamento de possíveis epidemias, como doenças crônicas ou contagiosas atingindo determinada parcela populacional. O enriquecimento de dados com cada vez mais características, como georreferenciamento e sinais vitais, tem facilitado cada vez mais o monitoramento desse tipo de situação. 

No Reino Unido, por exemplo, existem pesquisadores utilizando Big Data para identificar grupos-chave no crescimento da obesidade infantil no país, direcionando estratégias e novos tratamentos para públicos específicos. Com a visualização dos dados, é possível ter insights mais rápidos e que atenderão melhor a população, facilitando em muito o esforço de pesquisa que esse tipo de controle demanda. 

Outro caso recente que também está se utilizando desses recursos é o controle do novo Coronavírus. Com mais de 70 mil casos confirmados no mundo, a doença causou alarde e esteve constantemente relacionada à disseminação de desinformação. Como estratégia de contenção de notícias falsas e também como instrumento de consulta e pesquisa, a universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, criou um painel para a visualização da epidemia

Contendo informações atualizadas sobre novos casos, mortes e recuperações, a ferramenta se tornou fonte confiável para melhor entendimento do comportamento da doença. Além dos números absolutos, também é possível tirar conclusões a partir da análise desses dados, como o nível de dispersão do vírus, as movimentações das taxas em diferentes países e o real volume da epidemia como um todo.

 

A partir daí, é possível perceber que o avanço da tecnologia está diretamente relacionado a melhores resultados na indústria da saúde. Entregar diagnósticos qualificados por dados está se tornando um passo natural para médicos e hospitais. Tendo cada vez mais facilidade em se acessar e analisar dados através de conjuntos de ferramentas como os da Data Science, espera-se que a indústria se regule e tenha cada vez mais domínio sobre sistemas mais modernos.

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