Conheça a demografia das mídias sociais de 2020

Saiba como a população mundial utilizou as plataformas de redes sociais em meio à pandemia da Covid-19 e as medidas de isolamento social

 

Há bastante tempo, as diferentes plataformas de mídias sociais têm sido o meio mais efetivo — e, consequentemente, o mais utilizado — para a divulgação de campanhas de marketing criativas e bem-sucedidas. Apesar disso, além de entender as diferenças entre o funcionamento de cada uma, poucos são aqueles que compreendem o que mais importa: as diferenças entre seus públicos. Aqueles que conseguem, é claro, são os mais exitosos na fidelização de sua audiência.

2020, em especial, foi um grande desafio neste sentido. A pandemia da Covid-19 veio e o mundo se viu trancado em casa e muito mais próximo do digital do que antes, abrindo margem para a utilização de novas plataformas e para a intensificação do uso de outras já conhecidas. As mudanças foram imensas, em um ritmo não tão fácil de se acompanhar.

Mas qual foi o balanço de tantas mudanças sucessivas? Quais são as informações mais cruciais sobre os perfis espalhados pelas redes sociais mais movimentadas ao redor do mundo? Acompanhe conosco:

A utilização da internet

Fato é que o ritmo de crescimento de usuários da internet já ultrapassou em muito o ritmo de crescimento da população total mundial. Em 2020, a população mundial alcançou a marca de 7.83 bilhões de pessoas, um crescimento de 1% em relação a 2019, à medida que a internet atingiu 4.66 bilhões de usuários ativos, em um crescimento de 7.3% em relação ao ano anterior.

(Divulgação: freepik.com)

Como já havíamos explorado por aqui no blog anteriormente, a pandemia da Covid-19 e as medidas de isolamento e distanciamento social exerceram uma enorme influência para a intensificação da utilização de mídias sociais e os dados gerais atestam isso. Foram 490 milhões de novos usuários ativos na comparação entre janeiro de 2020 e janeiro de 2021, representando um crescimento de 13.2%.

Mas como se divide a utilização dessas pessoas nessas plataformas de mídias sociais?

  • 96.6% dos usuários da internet com idade entre 16 e 64 anos possuem um smartphone
  • 64.4% utilizam um computador pessoal, independentemente de ser um laptop ou um modelo desktop
  • 34% utilizam um tablet
  • 21.4% utilizam consoles de videogame

Também vale destacar o percentual de usuários com aparelhos conectados à Internet das Coisas:

  • 23.3% deste grupo de usuários possui smart watches
  • 12.3% possui aparelhos de smart homes

A despeito disso tudo, a utilização da internet segue sendo bastante desigual ao redor do mundo:

  • 79.4% da população etiópia ainda não está conectada à internet
  • O mesmo acontece com 72.5% da população paquistanesa
  • 55% da população indiana
  • 34.8% da população chinesa
  • No Brasil, isso se limita a 25% da população

Dito isto, quais são as particularidades da utilização global de algumas das principais plataformas de redes sociais?

Facebook

(Divulgação: flaticon.com)

Como em nossas últimas análises, o Facebook surge, mais uma vez, como a plataforma de rede social mais utilizada no mundo todo, com 2.18 bilhões de usuários que podem ser atingidos pelo seu sistema de anúncios — métrica utilizada pela empresa que não necessariamente considera o percentual de usuários ativos mensalmente. Vale ressaltar que, em 2015, este número era de 1.5 bilhão de usuários. Destes, temos que 56% são do gênero masculino e 44% do gênero feminino.

O Facebook se divide entre os seguintes grupos etários:

  • 5.9% dos usuários têm entre 13 e 17 anos
  • 23.8%, entre 18 e 24 anos
  • 31.6%, entre 25 e 34 anos
  • 16.9%, entre 35 e 44 anos
  • 10.5%, entre 45 e 54 anos
  • 6.4%, entre 55 e 64 anos
  • 4.9%, 65 anos ou mais

Mesmo que idosos constituam a minoria numérica da rede, eles foram o grupo que apresentou maior crescimento de um ano ao outro, fixado em 49.4%.

Entre os países que mais aumentaram sua presença entre 2019 e 2020 na plataforma, Bangladesh e Vietnã lideram com 5.1% e 4.6%, respectivamente, seguidos por países como a Alemanha, com 3.6%, Itália, com 3.3% e a Índia, com 3.2%. O Brasil, por sua vez, não apresentou nenhum crescimento significativo neste aspecto. Apesar disso, o nosso número de perfis cadastrados na rede equivale a 74% de nossa população maior de 13 anos.

Além disso, a página mais curtida na rede é a sua própria página oficial. Hoje, a página Facebook App acumula mais de 211 milhões de curtidas, seguida pela Samsung, com 161 milhões, e pelo jogador de futebol Cristiano Ronaldo, com 124 milhões.

YouTube

(Divulgação: flaticon.com)

Porém, se há uma plataforma que ameaça a predominância do Facebook, esta é o YouTube — que, hoje, faz parte do conglomerado da Google. Com 2 bilhões de usuários mensais, há um tempo ele apresenta um crescimento ininterrupto. Destes, 45.8% é composto por pessoas do gênero masculino e 54.2%, do feminino, que se dividem entre os seguintes grupos etários:

  • 18.4% dos usuários têm menos de 18 anos
  • 15%, entre 18 e 24 anos
  • 21.2%, entre 25 e 34 anos
  • 17%, entre 35 e 44 anos
  • 12.2%, entre 45 e 54 anos
  • 8,5%, entre 55 e 64 anos
  • 7.7%, 65 anos ou mais

Nos Estados Unidos, o YouTube tem 240 milhões de usuários ativos mensalmente, o que equivale a 78.8% de sua população maior de 18 anos. Este índice chega a 89.9% no Canadá, 86.4% na Coreia do Sul e 84% na França. No Brasil, ele está fixado em 64.7% da nossa população maior de idade — aproximadamente 127 milhões de usuários.

O conteúdo musical domina entre aquilo que é mais consumido na plataforma. O vídeo mais assistido de todos os tempos nela é a música infantil Baby Shark, com 7.6 bilhões de visualizações, seguida pelas canções Despacito, com 7.1 bilhões, e Shape of You, com 5.1 bilhões.

Twitter

(Divulgação: flaticon.com)

O Twitter vinha apresentando, em nossas últimas análises, um decréscimo em sua quantidade de usuários ativos, mas, em 2020, com 353 milhões de pessoas conectadas, eles conseguiram reverter minimamente o cenário e cresceram 0.1%. Dentre estas, encontramos um predomínio do público masculino, que representa 68.5% da plataforma, contra o feminino, que representa 31.5%. No total, este público é dividido entre os seguintes grupos etários:

  • 7.8% dos usuários têm entre 13 e 17 anos
  • 25.2%, entre 18 e 24 anos
  • 26.6%, entre 25 e 34 anos
  • 28.4%, entre 35 e 49 anos
  • 12%, 50 anos ou mais

Ou seja, o Twitter apresenta muito menos variação etária do que as outras redes sociais aqui destrinchadas.

Na plataforma, o perfil mais seguido é o do ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama, que acumula 127 milhões de seguidores, seguido pelos cantores Justin Bieber e Katy Perry, com 113 milhões e 109 milhões, respectivamente.

Instagram

(Divulgação: flaticon.com)

O Instagram é mais uma das plataformas que compõem o conglomerado do Facebook. A companhia estima que, hoje, 1.22 bilhão de pessoas podem ser alcançadas por anúncios na rede, das quais 50.8% se identificam com o gênero masculino e 49.2%, com o feminino. No geral, estes usuários se dividem entre os seguintes grupos etários:

  • 7.3% deles têm entre 13 e 17 anos
  • 29.8%, entre 18 e 24 anos
  • 33%, entre 25 e 34 anos
  • 16%, entre 35 e 44 anos
  • 8.1%, entre 45 e 54 anos
  • 3.8%, entre 55 e 64 anos
  • 2%, 65 anos ou mais

A Índia liderou o crescimento interno da plataforma, aumentando sua presença nela em 16.7%. Enquanto países como o Canadá, os Estados Unidos e a Arábia Saudita tiveram um crescimento praticamente nulo, também vale citar o aumento de 4.2% da presença brasileira na rede, 6.7% da colombiana e 5% da argentina. 2020 foi, então, um ano que a América Latina decidiu explorar mais fortemente o Instagram.

A exemplo do que vimos no Facebook, a página mais seguida no Instagram é a sua própria, que acumula 383 milhões de seguidores, com o jogador Cristiano Ronaldo vindo logo atrás, novamente, com 252 milhões. A cantora Ariana Grande, o ator Dwayne Johnson e a socialite Kylie Jenner fecham o top 5, cada um com mais de 200 milhões de seguidores.

LinkedIn

(Divulgação: flaticon.com)

A principal plataforma de negócios do mundo hoje acumula em torno de 727.6 milhões de usuários ativos, mostrando que, embora tenha um nicho bem definido, ela consegue agregar uma audiência bastante considerável. Destes todos, temos que 56.9% se identificam com o gênero masculino e 43.1%, com o gênero feminino. Seu grupo etário, menos diversificado do que o da maioria das plataformas aqui destrinchadas, se divide da seguinte forma:

  • 19.2% têm entre 18 e 24 anos
  • 60.1%, entre 25 e 34 anos
  • 17.5%, entre 35 e 54 anos
  • 3.2%, 55 anos ou mais

Enquanto o LinkedIn aumentou sua participação no mercado europeu, atingindo com mais intensidade países como o Reino Unido, a Itália, a Espanha e a Alemanha, o mesmo não pode ser dito sobre o continente americano, de modo que Estados Unidos, Brasil e Canadá tiveram um crescimento praticamente nulo de 2019 para 2020. Na China, um dos maiores mercados digitais do mundo, eles diminuíram sua participação em 16.7%.

Em parte, isso se dá por conta de uma atividade já bem consolidada nestes países. Os Estados Unidos, por exemplo, são o país que, proporcionalmente, mais usa a rede, com o equivalente a 65.8% de sua população maior de 18 anos cadastrada nela. No Brasil, este número é fixado em 28.1%.

WhatsApp

(Divulgação: flaticon.com)

Atualmente também sob domínio Facebook, o WhatsApp é a plataforma de troca de mensagens instantâneas mais popular mundialmente, acumulando algo em torno de 2 bilhões de usuários, dos quais 54.5% se identificam com o gênero masculino e 45.5%, com o feminino.

A título de comparação, ele ultrapassa o WeChat, aplicativo chinês extremamente popular em seu país de origem e que oferece uma gama de serviços, como transações financeiras, que não se limitam somente à troca de mensagens, que tem 1.2 bilhão de usuários ativos, e o Facebook Messenger, com 1.05 bilhão.

No Brasil, o WhatsApp — ou ‘zap’, como é conhecido por aqui — é especialmente popular.  Um estudo conduzido pelo Congresso Nacional mostrou que, com 136 milhões de usuários, número que deve ter crescido desde então, o aplicativo é a principal fonte de informações do brasileiro, muito mais relevante neste sentido que o YouTube, a mídia televisiva e a imprensa tradicional.

Telegram

(Divulgação: flaticon.com)

De um ano para o outro, o Telegram, serviço russo de troca de mensagens instantâneas, cresceu 25% e atingiu a marca de 500 milhões de usuários ativos, dos quais 58.6% se identificam com o gênero masculino e 41.4% com o gênero feminino.

Informações mais recentes, ainda do ano passado, dão conta de uma presença do Telegram em 37% dos aparelhos celulares do Brasil, embora não tenha a mesma utilização diária que o WhatsApp, por exemplo. Tendo em vista a migração em massa do WhatsApp para o Telegram vista em janeiro deste ano, estimulada por razões especialmente políticas, é seguro dizer que este número deve crescer consideravelmente no desenrolar de 2021.

A preocupação com a desinformação

O mesmo estudo da Hootsuite mostra que, considerando-se os usuários de internet com mais de 18 anos, o Brasil possui a população mais preocupada com a viralização da desinformação e de notícias falsas no ecossistema digital. Aqui, essa questão se faz presente para 84% dos usuários de plataformas de redes sociais, muito acima da média global de 56.4%.

Enquanto países como a Alemanha apresentam baixos índices de preocupação com a questão, que atinge apenas 36.5% dos seus usuários de internet, os Estados Unidos, por outro lado, não ficam tão atrás de nós, com 67.5%.

(Divulgação: freepik.com)

Não só isso, como o Brasil também é um dos países com maiores índices de preocupação com a má utilização de dados pessoais, fixado em 50.7%. Aqui, ficamos atrás somente de Portugal, com um índice de 53.9%, e Espanha, com 53.4%.

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Outras curiosidades sobre a utilização brasileira de internet

Ao passo que a média mundial da velocidade de download da internet móvel é de 42.70 megabytes por segundo, a internet brasileira só chega a 29.26. Os Emirados Árabes Unidos, a Coreia do Sul e a China são os campeões nesse quesito, com 177.52 mbps, 169 mbps e 155.89 mbps, respectivamente.

Na internet fixa, o desempenho do Brasil é um pouco melhor, com 78.1 mbps, ainda bastante atrás da Tailândia, Singapura e Hong Kong, que dominam esse campo, com 308 mbps, 245.31 mbps e 226.80 mbps, respectivamente.

Por aqui, a utilização da internet por celulares e por outros aparelhos é equilibrada. Se por um lado a média mundial da utilização diária de internet por smartphones é de 55.7%, no Brasil isso está fixado em 51%. Na Nigéria, encontramos a maior taxa, de 82.1%. Na Rússia, encontramos uma das menores, de 26%. De diferentes maneiras, isso pode representar graus de diversificação na utilização de dispositivos conectados à internet.

 

Para fins de comparação, não deixe de ler os levantamentos que fizemos sobre o mesmo tema nos anos anteriores! Você consegue acessá-los clicando aqui e aqui.

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