Varejo 4.0: a resposta a consumidores cada vez mais exigentes

Entenda como o varejo tem se revolucionado mundialmente e por que a qualidade de dados é tão importante para que isso aconteça

 

Como sempre frisamos por aqui no blog, a transformação digital não é meramente marcar presença nas mídias sociais e digitais, mas a implementação de tecnologia de ponta em todas as etapas de planejamento, produção e entregas finais de uma organização.  Em meio às sucessivas mudanças motivadas pela análise avançada de dados pelas quais os mercados mundiais têm passado, um dos setores que mais têm dificuldades de se adaptar é o do varejo.

A solução para tanto vem na forma do varejo 4.0, a integração das inovações tecnológicas trazidas pela quarta revolução industrial ao setor. Mais do que apenas promessas com pouco fundamento, o conjunto que o compõe já tem trazido resultados ao setor no mundo todo e se mostrado como uma forma de colocá-lo na vanguarda da inovação.

Mas o que é o varejo 4.0, como ele surge e por que é tão importante que lidemos com a qualidade de dados para o seu sucesso? Confira conosco:

O consumo enquanto experiência única

Em linhas gerais, podemos definir o varejo 4.0 como a aplicação das tendências da transformação digital a um dos setores que mais têm dificuldade para se adequar aos preceitos da quarta revolução industrial. Um estudo conduzido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em 2016 para medir a inserção da Indústria 4.0 no Brasil destacou o varejo tradicional pela baixa utilização de tecnologias digitais, estimada, à época, em somente 29% dos negócios existentes.

(Divulgação: freepik.com)

O que há de se ter em mente quando pensamos na quarta revolução industrial é que ela não altera só a produção de bens, mas toda a experiência final do consumidor, bem como a relação entre ele e a marca. É a solidez da construção deste último aspecto que deve ser o foco da transição para o varejo 4.0, permitindo que cada compra seja uma experiência única para cada cliente, conforme aquilo que possa lhe ser útil ou atraente. Hoje, a inovação é impulsionada primordialmente por aqueles que demandam um grau de personalização pouco vivido até o momento.

Com as ferramentas certas para a coleta e produção de dados de valor, a sua marca tem a possibilidade de traçar perfis mais certeiros de seus consumidores e de conhecer de maneira aprofundada seu comportamento, suas angústias, seus desejos, seus interesses e seus desinteresses.

Em estabelecimentos comerciais presenciais, a instalação de sensores e dispositivos inteligentes conectados à Internet das Coisas tem sido uma constante na transição para o varejo 4.0. Na internet, a análise de dados de plataformas de redes sociais é essencial para entender as demandas em permanente transformação de seus clientes. Atualmente, estima-se que 80% dos consumidores sejam impactados por mídias sociais na tomada de decisão de uma compra qualquer.

(Divulgação: freepik.com)

Uma vez que você não quer que ele migre intensamente para a concorrência, conhecer seu público é a melhor maneira de pensar em estratégias para fidelizá-lo. Aqui, é interessante contar com o apoio da tecnologia, por exemplo, para a aplicação automática de descontos de acordo com diferentes perfis de compra e para facilmente avisar a compradores sobre novos produtos que tenham a ver com eles.

O varejo 4.0, no entanto, não se restringe exclusivamente a seus clientes atuais, mas também à incessante prospecção de novos. No campo do marketing, temos a realização frequente de campanhas inteligentes, capazes de se comunicar de modo mais assertivo com segmentos cada vez mais nichados e fragmentados. O suporte tecnológico é essencial para levar sua empresa a públicos novos e ainda pouco explorados.

Como ditam os rumos da Lei Geral de Proteção de Dados, bastante incisiva na primazia do consentimento na cessão e utilização de dados de terceiros, fica claro que os consumidores devem ter a última palavra na hora de permitir essas estratégias. Mas, ao contrário do que pode parecer, isso não é nenhum tipo de impeditivo para a transformação digital de sua marca, devendo, na realidade, fortalecê-la. Se há a garantia de agregação de valor à experiência final, poucos são aqueles que não permitirão o aproveitamento positivo de seus dados pessoais.

A qualidade de dados na construção do varejo 4.0

Em qualquer que seja a estratégia guiada por dados adotada em sua empresa, não há como não citar a qualidade e a qualificação deles. Como já explicamos em outras ocasiões aqui no blog, a qualidade de dados não é um processo, mas uma condição medida pela adequação dos dados de uma organização à sua atuação e o quanto eles podem valer para a mesma.

A mensuração desta condição é realizada segundo os parâmetros da ISO 8000, definidos pela International Organization for Standardization, a Organização Internacional de Normalização, instituição responsável por definir normas para a atividade industrial a nível global. Com a ISO 8000, a intenção é diferenciar softwares, negócios e plataformas capazes de gerir dados com maior qualidade.

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Assim, o campo da qualidade de dados lida diretamente com algumas métricas e KPIs — key performance indicators, ou indicadores-chave de desempenho — próprios, que ajudam uma empresa a ter insights sobre a eficiência de seus processos internos, auxiliando-a no planejamento estratégico e em toda a etapa de tomada de decisões. Dentre elas, podemos destacar:

  • Acurácia: mede-se o quanto um conjunto de dados reflete e representa, de fato, a realidade
  • Completude: certifica-se se cada dado tem todas suas informações requeridas discriminadas apropriadamente
  • Consistência: garante-se se os dados fazem sentido entre si e procura-se por contradições entre eles
  • Validez: confere-se se o dado em questão está em um formato adequado e pode ser utilizado de acordo com as diretrizes da empresa
  • Unicidade: checa-se se cada informação aparece apenas uma vez durante a análise das bases de dados ou se ela se repete e em quais contextos isso acontece

O estudo The Costs of Poor Data Quality — “O Preço de uma Má Qualidade de Dados”, em tradução livre —, mostrou que dados pouco qualificados podem acarretar até 39% a mais de clientes insatisfeitos. Além disso, mais objetivamente, o setor do varejo é um dos mais afetados pela baixa qualidade dos dados presentes em suas bases e podemos exemplificar isso com algumas das situações recorrentes no comércio eletrônico.

Na modalidade, podemos tratar de dois tipos diferentes de dados: os dos produtos e os dos consumidores. Começando com exemplos a partir da primeira classificação, imagine que seu negócio tenha publicado um anúncio online com determinadas especificações e chamado a atenção de um cliente, que decide comprá-lo. Quando a encomenda chega em sua casa, porém, o item não é o que ele pediu — ou, ao menos, o que ele achava que havia pedido —.

Também lidamos frequentemente com a aplicação de descontos segundo a atividade e as informações pessoais de cada um dos clientes. Agora, suponha que um produto tenha sido vendido por um preço maior do que deveria ter sido porque o sistema não conseguiu decidir se um desconto deveria ser aplicado ou não. O erro poderia estar no gênero, na idade, na localização da compra, erros sucessivos que impedem a classificação consistente do usuário ao longo da sua jornada.

Estes erros contínuos são apenas alguns dos casos a que inconsistências em seus dados podem levar, principalmente quando não são devidamente comunicados e corrigidos. No fim, paira apenas uma dúvida sobre a cabeça do cliente: será que eu realmente devo confiar nessa empresa?

Da Twist para a quarta revolução industrial

A principal ferramenta da Twist de condução para a quarta revolução industrial é o Twist Quality. Por meio dele, nós conseguimos mapear cada uma das partes do banco de dados de sua organização em busca de falhas que possam estar afetando seu desempenho geral.

De acordo com os parâmetros de qualidade que surgirem pelas necessidades do momento e com auxílio do que há de melhor no campo da Inteligência Artificial, cada dado é analisado e uma nota de 0 a 10 lhe é atribuída.

Esquema de funcionamento do Twist Quality

Uma média final segundo o balanço de todos os dados de uma base também pode ser gerada, a fim de que a empresa possa saber como vai o desempenho de setores específicos e como eles se comparam ao resto de suas operações. Todo problema que for identificado aciona alertas e notificações em tempo real, permitindo uma rápida resolução.


No fim, o varejo 4.0 não é tão diferente assim de outras empreitadas de transformação digital de negócios. Dessa forma, devem ser respeitadas e seguidas à risca as particularidades do processo, começando pelo reconhecimento de que não basta tão somente ter uma infraestrutura consolidada para a coleta e para o armazenamento de dados se não há caminhos bem definidos para o seu tratamento.

Para conhecer melhor as soluções voltadas para a transformação digital e qualidade de dados que a Twist tem a oferecer para a sua empresa, fale conosco! Para mais conteúdos sobre Ciência de Dados, tecnologia e inovação, não deixe de continuar acompanhando nosso blog e assinar a nossa newsletter.

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