Internet das Coisas: a base da quarta revolução industrial

Saiba mais sobre o que é entendido como IIoT e o que ele significa para a produção industrial hoje

 

A Internet das Coisas é inegavelmente uma das maiores tendências tecnológicas das últimas duas décadas e não dá sinais de que vai parar tão cedo. A cada dia, são lançados novos dispositivos inteligentes, que prometem auxiliar até nas mais básicas tarefas cotidianas. Além disso, é claro, ela é a base do que vem sendo chamado de Indústria 4.0, onde assume a forma da Internet Industrial das Coisas.

Se a quarta revolução industrial representa uma ruptura em escala em relação a outros processos análogos, como a terceira revolução industrial, muito disso se dá por conta do crescimento exponencial da utilização de dispositivos inteligentes e conectados à grande rede da Internet das Coisas nas fábricas e linhas de produção.

Hoje, a dita Internet Industrial das Coisas é um mercado de 82 bilhões de dólares e que deve ultrapassar a marca dos 110 bilhões dentro dos próximos quatro anos, segundo estudo da Statista. Mas como exatamente ela surge e quais são os seus impactos em toda a produção industrial?

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Das casas...

Costumamos ouvir falar muito sobre a Internet das Coisas — ou Internet of Things (IoT), no original — como uma das maiores inovações nas formas de se coletar e processar dados, tanto em precisão quanto em escala. O que entendemos pela IoT é todo o aparato tecnológico de sensores e dispositivos inteligentes — relógios, geladeiras, televisões e veículos, citando apenas poucos exemplos — capazes de estabelecer contato entre si. Simplificando, a IoT conecta pessoas a pessoas, coisas a coisas e pessoas a coisas.

A combinação entre tantos sistemas com propósitos diferentes gera, a todo momento, dados relevantes sobre quem os opera e que, conectados, podem propor soluções a este em tarefas de diversas naturezas e magnitudes. Mais do que isso, estes dados atuam a todo momento na perfilagem do usuário final, permitindo que a tecnologia o conheça como poucos.

(Divulgação: freepik.com)

Pense em um sistema de GPS, no qual você se conecta todos os dias para ir ao trabalho. Suponhamos que esse mesmo sistema também seja capaz de se integrar a alguma aplicação digital de calendário que você tenha e que indique que você tenha apenas 20 minutos para chegar a uma reunião. Logo, ele é capaz de te informar o melhor caminho até lá, a fim de que você chegue a tempo e consiga cumprir com o que foi combinado. Essa é apenas uma das utilizações mais comuns da Internet das Coisas, e estamos tão acostumados com ela que nem lhe damos mais a devida atenção.

Quando seus sistemas e redes são aplicados em uma escala maior e a partir de um longo planejamento, a Internet das Coisas também é o motor do que tem sido chamado de cidades inteligentes. Este novo, e ainda muito incipiente, modelo urbano se apoia sobre um aumento de eficiência em vários pontos, como a iluminação, com monitoramento do consumo de energia em vias públicas, seu gasto e pontos que precisam de manutenção, a gestão da mobilidade urbana, com sistemas de trânsito que fornecem informações em tempo real sobre horários e localização de transportes coletivos, e recolhimento do lixo, notificando onde há resíduos a serem coletados e acompanhando a coleta seletiva.

Ao passo que ainda não podemos sentir os impactos reais de redes tão vastas, ou sequer imaginar até onde pode ir o domínio delas, há um espaço em que as conexões da Internet das Coisas crescentemente se consolidam e trazem maior retorno de investimentos: a indústria.

… às linhas de produção

Hoje, muito se diz que nós já teríamos rompido com o movimento da terceira revolução industrial dos anos 90, marcado em grande parte pela adoção massiva de computadores, pela automação de processos e pela larga utilização da Tecnologia da Informação nas linhas de produção tradicionais.

(Divulgação: freepik.com)

O que a quarta revolução industrial fez não foi romper com o que estava criado, mas levar tudo a um outro nível. Computadores têm uma capacidade de processamento muito maior, a robótica passou por um amplo desenvolvimento e a manufatura aditiva não se restringe mais ao campo da ficção.

Não só isso, mas a Internet das Coisas do nosso cotidiano é elevada a um outro patamar e passa a existir como a Internet Industrial das Coisas — do original, Industrial Internet of Things (IIoT). No contexto das linhas de produção e montagem, sensores podem aumentar a eficiência e reduzir o desperdício de tempo, recursos e insumos. O maquinário inteligente é competente o suficiente para alterar o curso de uma ação pré-estabelecida de acordo com as informações que recebe, por exemplo, sem que haja a necessidade da intervenção constante do trabalho humano para tanto.

(Divulgação: freepik.com)

Dentre as utilizações mais comuns da IIoT, temos:

  • Manufatura inteligente: todo o conjunto de diferentes sistemas, técnicas e tecnologias — Inteligência Artificial, robótica, monitoramento ostensivo da linha de produção — que desencadeia um aumento dos índices de produtividade e dos lucros de uma organização
  • Ativos conectados  e manutenção preditiva: quando o maquinário é desativado automaticamente quando ele chega ao seu limite, evitando consequências maiores e garantindo que ele tenha um bom funcionamento nos momentos em que isso é mais crucial
  • Redes energéticas inteligentes: quando alavancadas pela IOT, as redes de energia elétrica fazem com que as companhias de energia possam ter acesso à saúde do sistema com mais detalhes e maior precisão do que antes, permitindo que haja uma predição e consequente resposta ágil a aumentos de demanda
  • Logística conectada: a logística conectada tem quatro pilares de sustentação — sistemas de comunicação, segurança de TI, rastreamento de veículos, monitoramento dos sistemas das cadeias de produção —, os quais conseguem trocar informações entre si com maior facilidade se utilizado o que há melhor na IIoT
  • Cadeias de fornecedores inteligentes e digitais: com a disposição de sensores de monitoramento georreferenciado em tempo real, é possível gerar conhecimento em cima de todo o trajeto realizado por produtos, da manufatura até o varejo, ao observar de perto sua localização precisa em todo o caminho percorrido

Apesar da comprovação de seus benefícios, o Brasil ainda fica atrás, como em outras questões concernentes à quarta revolução industrial. Um relatório publicado pela Confederação Nacional da Indústria em 2016, baseado em uma pesquisa com 2.225 empresas participantes, de pequeno, médio e grande porte, mostrou que apenas 7% das entrevistadas apostavam no monitoramento e no controle remoto da produção, 8%, na automação digital com sensores na linha de produção e 9%, por fim, na coleta, processamento e análise de grandes quantidades de dados.

A necessidade de padrões confiáveis

Além de, enquanto país, estarmos atrás das principais tendências da Indústria 4.0, não basta que confiemos apenas na instalação de sensores e que deixemos que eles façam todo o trabalho por si. Para que haja uma transmissão eficaz de informações entre dois sistemas de naturezas distintas, a quarta revolução industrial depende de padrões confiáveis.

É simples: se estes dispositivos estão, a todo momento, enviando informações em padrões diferentes um ao outro, há uma grande dificuldade de se tirar proveito delas e extrair insights de valor. Se houver um padrão, portanto, mais dispositivos e sensores poderão ser conectados a uma mesma rede, de modo a alavancar ainda mais os resultados.

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Mostra-se a urgência, então, de projetos de qualificação de dados voltados para o nicho da IIoT. Conforme os padrões estabelecidos pela Organização Internacional da Normalização, a ISO, entendemos que um banco de dados qualificado é aquele adequado à atuação de um negócio e capaz de lhe agregar valor. Dados de pouca qualidade são dados pouco confiáveis e, na produção industrial, são aqueles que irão desencadear gargalos de produção e entregas menos ágeis. As estratégias guiadas por dados não devem atrapalhar, mas sempre impulsionar.


Não é raro ver a excelência em serviços no contexto da Indústria 4.0 também ganhar a alcunha de Qualidade 4.0. Ainda que não se restrinja somente ao campo da qualidade de dados, é como se tudo voltasse a ela: a digitalização ampla de espaços de trabalho tradicionais tem de se apoiar sobre dados qualificados, bem como as aplicações do aprendizado de máquina, que retira seu conhecimento de dados e do desempenho do trabalho humano, cada vez mais mensurável. Para saber mais sobre a qualidade de dados, clique aqui!

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